Mourão: governo deveria proteger Jean Wyllys

O vice-presidente, general Hamilton Mourão, afirmou ue o ex-deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) deveria ter ficado no Brasil e acreditado na "lei, na política e na polícia" brasileiras; "Nosso governo não tem política para perseguir minorias, esse não é o jeito que nós nos comportamos", disse; o parlamentar já foi alvo de um processo impetrado no Judiciário do Rio pelo presidente Jair Bolsonaro por calúnia e difamação, mas foi considerado inocente pelo TJ-RJ

Mourão: governo deveria proteger Jean Wyllys
Mourão: governo deveria proteger Jean Wyllys (Foto: Esq.: Marcelo Camargo - ABR / Dir.: Cleia Viana - Câmara)

247 - O vice-presidente, general Hamilton Mourão, afirmou nesta terça-feira (9) que o ex-deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) deveria ter ficado no Brasil e acreditado na "lei, na política e na polícia" brasileiras.

"Nosso governo não tem política para perseguir minorias, esse não é o jeito que nós nos comportamos", disse Mourão, questionado durante evento em Washington, organizado pelo Brazil Institute, do 'think tank' Wilson Center. 

"Todo mundo que é brasileiro deve continuar no Brasil e deve estar livre de medo. No caso específico de Willys, eu particularmente acho que ele deveria ter continuado e acreditado na nossa lei, política e polícia. Poderíamos protegê-lo", afirmou Mourão.

Em janeiro, Wyllys anunciou que desistiria de assumir seu terceiro mandato na Câmara por causa de ameaças de morte. "Preservar a vida ameaçada é também uma estratégia da luta por dias melhores", escreveu o deputado do PSOL no Twitter, que foi o primeiro parlamentar assumidamente gay a defender a causa LGBT no Congresso Nacional.

O parlamentar já foi alvo de um processo impetrado no Judiciário do Rio pelo presidente Jair Bolsonaro por calúnia e difamação em declarações concedidas ao jornal O Povo, de Fortaleza, mas foi considerado inocente pelo Tribunal de Justiça (TJ-RJ). Na entrevista, publicada em agosto de 2017, Wyllys usa os termos “fascista”, “racista”, “canalha”, “corrupto”, “nepotista”, “boquirroto”, “burro”, “desonesto” e “desqualificado” para suposta referência a Bolsonaro.

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