O tiro já saiu pela culatra?

Um dado estatístico pode pôr todo o sonho petista por água abaixo: a última pesquisa Datafolha mostra Haddad com apenas 3% das intenções de votos, quase dez vezes menos que Dilma

É muito complicado avaliarmos as intenções e as cartas na manga de nosso ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que conseguiu transformar a até então carrasca e pulso firme ministra-chefe da casa civil Dilma Rousseff na mãe acolhedora de todos os brasileiros. Agora, o cenário político apresenta uma situação parecida em que outro filho de Lula, com pouco reconhecimento popular, é candidato ao executivo a cargos de extrema importância política. Com o ex-ministro da Educação Fernando Haddad, quais são as intenções de Lula?

Devido a seu pouco reconhecimento popular, Haddad tem uma baixa rejeição, permitindo seduzir o eleitorado das classes A e B, diferente da outra possível candidata Marta Suplicy. Porém, um dado estatístico pode pôr todo o sonho petista por água abaixo: a última pesquisa Datafolha mostra o ministro com apenas 3% das intenções de votos, quase dez vezes menos que a presidenta Dilma no mesmo período do ano passado, quando já acumulava 28% das intenções.

Mas isso se deve a que? Dois fatores muito importantes devem ser avaliados. Diferente de Dilma, Haddad não teve sua imagem bem preparada perante a mídia, enquanto a presidenta já tinha começado a ser preparada, tempos antes de ser candidata. No entanto, o ex-ministro era focado pela mídia apenas pelos problemas nas provas do ENEM, que indiretamente desgastou sua imagem. E o atual estado de saúde de Lula – que se trata contra um câncer – não permite grandes peripécias eleitorais.

Todavia, tudo isso é reversível, mas o seu efeito não. O PT, nas eleições de 2010, conseguiu 12 partidos aliados e, dentre eles, o majestoso PMDB. Mas será que eles serão seduzidos pela promiscuidade da distribuição de secretarias e se aventurarão no sonho de Lula?

Isso só o tempo irá dizer. Até lá, ficamos de plateia, esperando começar o primeiro ato que vai afetar até as cortinas se fecharem, ou melhor, até as urnas se abrirem.

Matheus tem 16 anos, é estudante do 2° ano do Ensino Médio, gosta de cinema e pretende estudar jornalismo

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