Padilha vai prorrogar licença médica

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, informou que vai prorrogar seu afastamento do governo; a licença médica do peemedebista termina oficialmente nesta segunda-feira (6); assessores afirmam que ele deve apresentar um novo atestado médico, mas não se sabe por quanto tempo; o fato é que o retorno de Padilha ao Palácio do Planalto pode ficar inviável por causa das citações em delações premiadas; ex-assessor e melhor amigo de Temer, José Yunes afirmou que, a pedido de Padilha, recebeu em seu escritório um "pacote" de dinheiro para o PMDB; Marcelo Odebrecht confirmou o caixa 2

Brasília - O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha fala com jornalistas após reunião ministerial sobre os Jogos Olímpicos Rio 2016 (José Cruz/Agência Brasil)
Brasília - O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha fala com jornalistas após reunião ministerial sobre os Jogos Olímpicos Rio 2016 (José Cruz/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)
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247 - O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, avisou à sua equipe que vai prorrogar seu afastamento do governo. Oficialmente, a licença médica do peemedebista termina nesta segunda-feira (6), mas assessores afirmam que ele deve apresentar um novo atestado médico. Não se sabe por quanto tempo.

Mas o retorno de Padilha ao Palácio do Planalto pode ficar inviável por causa das citações em delações premiadas. Ex-assessor de Michel Temer, o advogado José Yunes afirmou que recebeu em seu escritório um "pacote" a pedido de Padilha entregue pelas mãos do corretor Lúcio Funaro, operador do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) - tanto Funaro como o parlamentar estão presos. Esse "pacote" seria de R$ 1 milhão.

Nunes deixou o governo após ser citado na delação do ex-diretor da Odebrecht Cláudio Melo Filho. Em seu depoimento, o ex-dirigente afirmou que, durante uma reunião em 204, no Palácio do Jaburu, Temer teria pedido dinheiro a Marcelo Odebrecht para o PMDB. Dos R$ 10 milhões, R$ 6 milhões foram para campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo e R$ 4 milhões para o ministro Eliseu Padilha distribuir. Padilha nega as acusações.

Na semana passada, Marcelo Odebrecht, confirmou ter se encontrado com Temer para falar sobre as campanhas eleitorais de 2014. O executivo apenas negou que o peemedebista tenha tratado diretamente com o executivo o valor para a doação, mas confirmou o caixa 2 e que as doações foram abordadas com Padilha e Cláudio Melo Filho.

O procurador geral da República, Rodrigo Janot, pedirá investigação contra aliados e ministros de Temer. E, segundo informou o jornalista Leandro Colon, Padilha está em os primeiros alvos da lista do procurador.

Também estão junto com Padilha o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que foi delatado por ter pedido e recebido R$ 9 milhões pelo caixa dois da Odebrecht. O tucano será investigado pelo esquema de propinas na construção da Cidade Administrativa de Minas Gerais, em que já acusado tanto pela empreiteira de Marcelo Odebrecht como pela OAS.

Outro alvo de Janot é o senador José Serra (PSDB-SP), que pediu para deixar o Itamaraty, será investigado por ter recebido R$ 23 milhões na Suíça na campanha presidencial de 2010, nas contas de Ronaldo Cezar Coelho, tesoureiro do PSDB, que chegou a aderir à repatriação proposta por Michel Temer para tentar esquentar os recursos de origem ilícita.

No PMDB, Moreira Franco, que recentemente ganhou foro privilegiado, será investigado por cobrar propinas nas concessões de aeroportos, quando foi Secretário da Aviação Civil.

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