Para Bolsonaro, presidir o Brasil é um 'abacaxi'

Em vez de considerar uma honra e um privilégio ter sido eleito para presidir o Brasil, Jair Bolsonaro disse na manhã desta quarta, antes de embarcar de volta a Brasília após quatro dias de viagem oficial a Israel, que a Presidência é um "abacaxi" e que "graças a Deus" ficará por pouco tempo; Bolsonaro disse que está apenas "tocando o barco"; declaração de Bolsonaro é no mesmo espírito da proferida pelo ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, de que a pasta da qual é responsável também é um "abacaxi"

Para Bolsonaro, presidir o Brasil é um 'abacaxi'
Para Bolsonaro, presidir o Brasil é um 'abacaxi' (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

247 - Em vez de considerar uma honra e um privilégio ter sido eleito para presidir o Brasil, Jair Bolsonaro disse na manhã desta quarta-feira (3) que a Presidência é um "abacaxi" e que "graças a Deus" ficará por pouco tempo. Bolsonaro disse, ainda, que está apenas "tocando o barco". A declaração de Bolsonaro é no mesmo espírito da proferida pelo ministro  da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, de que a pasta da qual é responsável também é um "abacaxi" (leia no Brasil 247)

"Imagina ficar o tempo todo com esse abacaxi", disse Bolsonaro pouco antes de retornar da viagem oficial a Israel. "Com esse abacaxi, não, com essa quantidade de problemas nas costas. A gente vai tocando o barco", disse em seguida visando minimizar o teor da declaração anterior.

A afirmação sobre a Presidência da República ser um "abacaxi" foi feita após repórteres questionarem se a visita a Israel tinha alguma relação com a tentativa de reeleição do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. "De jeito nenhum, sou maior de idade, sexagenário", respondeu. "Tenho uma grande afinidade com ele. É paraquedista como eu, é capitão também", completou em seguida.

"Sabemos que Netanael é passageiro, daqui a pouco muda. Eu também sou passageiro no Brasil. Graças a Deus, né? Imagina ficar o tempo todo com esse abacaxi", disse pouco antes de tentar corrigir a declaração.

Bolsonaro também tentou minimizar o estrago feito em relação a decisão de abrir um escritório de negócios Brasil em Jerusalém, ao contrário da promessa de campanha desseguir o exemplo dos EUA e transferir a embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém. O qe desagradou os países árabes e ameaça bilhões de dólares em exportações.

"Não estamos no Brasil, eu, na minha situação, de procurar encrenca com ninguém. Eu quero é solução, todos aqueles que puderem fazer negócio conosco, da minha parte, vai ter todo carinho e consideração, mas tem que respeitar o Estado de Israel", disse. "Respeito o povo palestino. Não posso concordar com grupos terroristas, aí complica. Se não iria contra a minha biografia, que combati esse pessoal da esquerdalha desde 70", completou em referência ao Hamas, organização palestina que controla a Faixa de Gaza.

 

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