Parlamentares propõem taxação de grandes fortunas contra coronavírus

Propostas do deputado Plínio Valério e do senador Reguffe preveem tributação de patrimônio a partir de R$ 22,8 milhões. "É justo que essas pessoas também contribuam com esse momento grave que vivemos", diz Reguffe

(Foto: Agência Senado)

247 - Em meio ao combate à pandemia do novo coronavírus, a taxação de grades fortunas tem surgido como alternativa de recursos para governos federal e estaduais. 

Uma das propostas, de autoria do senador Plínio Valério (PSDB-AM), sugere a cobrança de um Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) a pessoas com patrimônio líquido superior a R$ 22,8 milhões. 

"É uma contribuição mínima que não afeta capacidade de empregabilidade. O caixa do governo poderia ser reforçado em cerca de R$ 80 bilhões com uma contribuição mínima dos grandes milionários do país", afirmou o tucano ao jornal Correio Braziliense.

A outra proposta que também tramita no Congresso é do senador Reguffe (Podemos-DF). Ela também propõe o recolhimento do IGF dos brasileiros que têm fortuna maior que R$ 52,25 milhões (50 mil salários mínimos). 

"O Brasil tem 206 bilionários. É justo que essas pessoas também contribuam com esse momento grave que vivemos, pois elas detêm um patrimônio superior a R$ 1,2 trilhão", destacou Reguffe.

Segundo levantamento dos Auditores Fiscais pela Democracia (AFD), pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (ANFIP), pela Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco) e pelo Instituto Justiça Fiscal (IJF), a taxação sobre grandes fortunas teria o potencial de encher os cofres públicos com R$ 272 bilhões.

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