Planalto sobe o tom para tentar frear críticas de Renan

Michel Temer parece ter perdido a paciência com as sucessão de críticas ao governo feitas pelo senador Renan Calheiros, líder do PMDB no Senado; aliados próximos de Temer já criticam abertamente a postura do alagoano; Secretário-geral da Presidência e um dos principais auxiliares de Temer, Moreira Franco disse nesta quinta-feira (4) que causa "certa estupefação" a postura do senador , publicamente crítica ao governo; a declaração do ministro acontece um dia depois que um acordo no Senado, capitaneado por Renan, resultou no possível atraso da votação da reforma trabalhista em pelo menos um mês, o que irritou o Planalto

renan calheiros
renan calheiros (Foto: Giuliana Miranda)
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247 - Um dia depois de assistir Renan Calheiros costurando um acordo no Senado que pode atrasar a votação da reforma trabalhista em pelo menos um mês, o Planalto parece ter perdido a paciência com o senador. 

Secretário-geral da Presidência e um dos principais auxiliares de Michel Temer, Moreira Franco disse nesta quinta-feira que causa "certa estupefação" a postura do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), publicamente crítica ao governo.

De acordo com Moreira, Temer não vai se envolver diretamente nas articulações sobre a manutenção ou retirada de Renan do cargo de líder do PMDB no Senado, mas afirma que o ex-presidente da Casa precisa mudar de postura se quiser continuar no cargo.

"É um problema da bancada, não do governo, mas causa uma certa estupefação que o líder da bancada do partido do governo tenha uma postura pública crítica ao governo", disse Moreira. "É preciso fazer todo o esforço para pacificar Renan, mas ele precisa mudar de posição", completou.

As informações são de reportagem de Marina Dias na Folha de S.Paulo.

"A declaração do ministro acontece um dia depois que um acordo no Senado, capitaneado por Renan, resultou no possível atraso da votação da reforma trabalhista em pelo menos um mês, o que irritou o Planalto.

A manobra, segundo auxiliares de Temer, elevou a tensão do governo com Renan a um "nível insustentável" e a bancada do PMDB começou a articular ativamente para tirá-lo da liderança da sigla.

Segundo a Folha apurou, Temer deu carta branca para o líder do governo no Senado e presidente do PMDB, Romero Jucá (PMDB-RR), conduzir a situação de Renan à frente da bancada.

A aliados, Jucá tem dito que está tentando compor com Renan, pois sabe que, totalmente rompido com o governo, o senador de Alagoas pode complicar ainda mais a vida de Temer ao se unir de vez com a oposição."

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