Por adesão ao golpismo, aliados de Cunha querem pressionar parlamentares

Aliados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB­RJ), pretendem pressionar políticos que ainda não se decidiram favoravelmente ao impeachment contra a presidente Dilma; a Força Sindical, ligada ao deputado Paulinho da Força (SD-­SP), defensor do golpe, tem como estratégia enviar carros de som para a frente da residência de parlamentares; o primeiro alvo da manifestação deve ser o líder do PMDB na Câmara, deputado Leonardo Picciani (RJ); o congressista se aproximou do Palácio do Planalto nos últimos meses, e indicou dois ministros na reforma ministerial de outubro deste ano

Brasília- DF- Brasil- 22/04/2015- Entrevistas- Presidente da Câmara, dep. Eduardo Cunha (PMDB-RJ) fala sobre a pauta da semana. Foto: Zeca Ribeiro/ Câmara dos Deputados
Brasília- DF- Brasil- 22/04/2015- Entrevistas- Presidente da Câmara, dep. Eduardo Cunha (PMDB-RJ) fala sobre a pauta da semana. Foto: Zeca Ribeiro/ Câmara dos Deputados (Foto: Leonardo Lucena)
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247 - Aliados do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB­-RJ), pretendem pressionar parlamentar que ainda não se decidiram favoravelmente ao impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. A Força Sindical, entidade ligada ao deputado Paulinho da Força (SD­SP), um dos principais integrantes da tropa de choque do peemedebista, tem como estratégia enviar carros de som para a frente da residência dos parlamentares "que estão vacilando".

O primeiro alvo da manifestação deve ser o líder do PMDB na Câmara Federal, deputado Leonardo Picciani (RJ). Ele se aproximou do Palácio do Planalto nos últimos meses, e indicou dois ministros na reforma ministerial de outubro deste ano.

Neste domingo (6), um carro de som será levado para frente do condomínio onde o parlamentar mora, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, de acordo com apuração do Estadão.

O grupo de aliados de Cunha também pretende espalhar painéis nos municípios dos deputados indecisos ou favoráveis a Dilma, com frases estimulando seus eleitores a cobrarem um posicionamento favorável ao golpe.

Na próxima semana, também deve ser lançada na Câmara uma "Frente Nacional pelo Impeachment". O grupo deve reunir políticos e manifestantes de grupos de rua que pressionam pela saída da petista. Por outro lado, o PT de São Paulo, junto com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já se preparam para um contra-ataque.

Na próxima segunda-feira (7), haverá uma reunião com movimentos sociais, sindicatos, outros partidos e organizações que representam a sociedade civil. O encontro, que será no Sindicato dos Engenheiros do estado, terá como objetivo definir uma agenda conjunta de vários setores da sociedade para barrar o movimento pró-­impeachment.

Para o presidente do PT-SP, filiados precisam busca apoio de outros partidos e outras entidades com objetivo de formar "uma frente contra o golpe". "Também estamos orientando os diretórios municipais e os setoriais a buscarem apoio. E os parlamentares a fazer pronunciamentos em câmaras, assembleias, acelerar o debate", afirmou (leia mais aqui).

O presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aceitou na semana passada o pedido de impeachment contra a presidente Dilma feito pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale, pela advogada Janaína Paschoal, e abraçada pela oposição.

A medida é vista uma retaliação ao governo Dilma, pois o peemedebista está prestes a ser cassado por suas contas secretas na Suíça, confirmadas pela Procuradoria Geral da República, e também acusado de prestar favores ao BTG, do ex-controlador André Esteves, preso sob acusação de obstruir as investigações da Operação Lava Jato.

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