Putin fará reuniões com todos os presidentes dos Brics, exceto Temer

De acordo com a emissora russa RT, os membros dos Brics precisam entender melhor o novo direcionamento do país em relação ao grupo, após a “mudança brusca da política no Brasil”; a realidade é que o Brasil tem assumido uma postura pró-Estados Unidos, em detrimento de um mundo multipolar, principal razão do surgimento dos Brics; apesar de não se reunir separadamente com Temer, Putin conversou com o peemedebista durante o jantar de ontem (15), ao final do primeiro dia do encontro; segundo a assessoria do Palácio do Planalto, a conversa girou em torno das mudanças econômicas que ocorrem no Brasil e, em particular, em torno da polêmica PEC 241

Goa - Índia, 16/10/2016. Presidente Michel Temer, durante encontro privado dos Chefes de Estado e de Governo do BRICS. Foto: Isac Nóbrega/PR
Goa - Índia, 16/10/2016. Presidente Michel Temer, durante encontro privado dos Chefes de Estado e de Governo do BRICS. Foto: Isac Nóbrega/PR (Foto: Realle Palazzo-Martini)

Sputinik Brasil

O presidente russo Vladimir Putin se reunirá com todos os líderes dos Brics, aliança formada por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul em Goa, na Índia, exceto com o presidente brasileiro Michel Temer, devido a questões políticas. A Rússia não avaliza a política pro-Estados Unidos que o governo brasileiro vem adotando em detrimento de um mundo multipolar.

De acordo com a emissora russa RT, os membros dos Brics precisam entender melhor o novo direcionamento do país em relação ao grupo, após a “mudança brusca da política no Brasil”.

Apesar de não se reunir separadamente com Temer, Putin conversou com o peemedebista durante o jantar de ontem (15), ao final do primeiro dia da Cúpula dos Brics na cidade indiana.

Segundo a assessoria do Palácio do Planalto, a conversa girou em torno das mudanças econômicas que ocorrem no Brasil e, em particular, em torno da polêmica PEC 241.

Na cúpula de Goa, os líderes dos Brics elaboraram um documento onde pedem a reforma do Conselho de Segurança da ONU.

Os debates, no entanto, giraram em torno da criação do Novo Banco dos Brics, que começa a financiar iniciativas de sustentabilidade. A entidade criada pelos países em desenvolvimento pretende ser uma alternativa ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Ienternacional (FMI) e terá, no início, US$ 2,5 bilhões em caixa.

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