Serra se antecipa a STF e ambiciona voo nacional

Nada sutil; assim foi José Serra na convenção estadual do PSDB, domingo, em São Paulo; "Já tive muitos cargos na vida. Espero ter mais"; disse ele; mira se volta, ainda esta vez, para o de presidente da República; "O Brasil está patinando, paralisado, porque está servindo exclusivamente a um projeto eleitoral de poder", criticou, batendo no ex-presidente Lula e na presidente Dilma Rousseff; para ele, Dilma faz governo com dois anos de "perplexidade pela herança de Lula" e dois anos de "campanha eleitoral"; plenário do STF decide na quarta-feira se facilita a criação de novos partidos; Serra interessadíssimo na decisão

Serra se antecipa a STF e ambiciona voo nacional
Serra se antecipa a STF e ambiciona voo nacional

247 - O ex-governador José Serra não deixou barato. Falando na convenção estadual do PSDB, disse que é com ele mesmo. "Já tive muitos cargos na vida. Espero ainda ter mais", avisou, mirando suas ambições, mais uma vez, para o Palácio do Planalto. "O que o governo Dilma fez até agora?", perguntou ele."Dois anos de perplexidade pela herança que recebeu do Lula. E dois anos fazendo campanha eleitoral".

Sem citar nenhuma vez o nome do presidenciável Aécio Neves, Serra lançou mão de atacar a política econômica para aprofundar suas divergências sobre o governo federal. Para ele a economia está "patinando", "paralisada", "encalacrada". "O Brasil está servindo exclusivamente a um projeto de poder eleitoral", cravou, mostrando-se preocupando com "a desindustrialização". Segundo Serra, o projeto do governo federal de mudar as regras de arrecadação e distribuição dos recursos do ICMS visa "matar a galinha dos ovos de ouro", que é, como disse, a economia de São Paulo. Em tramitação no Congresso, a ideia tem apoio de Estados das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

Na semana passada, Serra foi estimulado pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, em declaração pública, a voltar a sonhar com a Presidência da República. Campos, com quem Serra tem se encontrado para tratar sobre sua ida para o partido Mobilização Democrática, que esta sendo montado pelo deputado Roberto Freire (PPS-SP).

Na quarta-feira 8, o plenário do STF vai decidir se acata ou não a liminar concedida pelo juiz Luiz Fux a um pedido para suspender a tramitação, no Congresso, do projeto de lei que desincentiva a criação de novos partidos políticos. Caso os magistrados mantenham a decisão de Fux, estará a aberta a porta para a criação de dezenas de novas agremiações partidárias, entre elas o MD. Nesse cenário, Serra poderia sair do PSDB para, na nova legenda, buscar os cargos que disse que ainda quer ter. Numa tentativa de segurar o ex-governador, antes dele, na convenção do PSDB, discursou o titular Geraldo Alckmin. "Aqueles que pregarem a desunião vão errar redondamente", apostou o governador. Serra chegou tarde, deu seu recado, pouco unitário, à medida que não citou Aécio e expôs uma mini-plataforma nacional, e saiu cedo. Como sempre, comportou-se como a estrela da festa. Ele, que nunca saiu de cena, está de volta à frente do palco político que terá seu grande espetáculo nas eleições de 2014.

Conheça a TV 247

Mais de Poder

Ao vivo na TV 247 Youtube 247