Sob comando de Eunício, Senado perde protagonismo

Presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), ainda não conseguiu imprimir uma marca própria no cargo, sete meses depois de ter assumido o cargo; senadores reouvidos pela Folha reclamam de falta de diálogo com a presidência e de clareza na pauta de votações. Na visão dos senadores, as reuniões de líderes têm sido esvaziadas; eles argumentam que, em momentos de dificuldades, como o vivido pelo governo Michel Temer, há espaço para o Senado ganhar protagonismo na cena política; os congressistas consideram que Eunício tem se mantido excessivamente reservado 

eunicio oliveira
eunicio oliveira (Foto: Aquiles Lins)
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247 - O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), ainda não conseguiu imprimir uma marca própria no cargo, sete meses depois de ter assumido o cargo.

Senadores reouvidos pela Folha de S. Paulo reclamam de falta de diálogo com a presidência e de clareza na pauta de votações. Na visão dos senadores, as reuniões de líderes têm sido esvaziadas.

Eles apontam como prova do enfraquecimento do peemedebista o aumento da atuação das comissões em detrimento da pauta do plenário.

De fevereiro a agosto deste ano, o Senado aprovou 133 projetos. Desse total, 68 são resultados de sessões plenárias e, número ligeiramente menor, 65, em comissões. Como base de comparação, sob a gestão de Renan Calheiros (PMDB-AL), que antecedeu Eunício no cargo, o Senado aprovou 108 projetos de fevereiro a agosto de 2015. Desse montante, o número de finalizações no plenário (70) é quase o dobro do trabalho das comissões (38).

Senadores argumentam que, em momentos de dificuldades, como o vivido pelo governo Michel Temer, há espaço para o Senado ganhar protagonismo na cena política. Eles consideram que Eunício tem se mantido excessivamente reservado.

O presidente da Casa rebate as críticas. Ele nega que falte protagonismo em sua gestão e diz que o Senado aprovou projetos de grande relevância como o teto do gasto público, a reforma trabalhista, o fim do foro privilegiado e matérias econômicas como a TLP (taxa de longo prazo) do BNDES.

As informações são da Folha de S. Paulo.

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