Temer já foi avisado por aliados de que tem os dias contados no Planalto

A queda de Michel Temer já é tratada como certa por sua própria base aliada, que já fez chegar esta avaliação ao Planalto; sob liderança do PSDB, partidos que apoiam o governo já articulam a sucessão do peemedebista, de modo a manterem a influência com o próximo presidente; pelo roteiro elaborado até aqui, sujeito a revisões dada a imponderabilidade da crise, como o peemedebista resiste em renunciar na esteira da delação da JBS na Operação Lava Jato, a solução será contar com a cassação da chapa eleita em 2014 pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral); nas cúpulas partidárias que costuram o pós-Temer, dois nomes ganham força em caso de pleito indireto : Nelson Jobim (PMDB) e Tasso Jereissati (PSDB)

Presidente Michel Temer faz pronunciamento no Palácio do Planalto. 18/05/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
Presidente Michel Temer faz pronunciamento no Palácio do Planalto. 18/05/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Para partidos que dão sustentação ao governo, a saída de Michel Temer do Planalto é questão de tempo.

Liderados pelo PSDB, partidos aliados ao PMDB na sustentação do governo de Michel Temer consideram que o peeemedebista perdeu as condições de ficar no cargo, e já fizeram chegar a ele essa avaliação de forma reservada.

As informações são de reportagem de Igor Gielow na Folha de S.Paulo.

"Pelo roteiro elaborado até aqui, sujeito a revisões dada a imponderabilidade da crise, como o peemedebista resiste em renunciar na esteira da delação da JBS na Operação Lava Jato, a solução será contar com a cassação da chapa eleita em 2014 pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Até aqui, havia a expectativa de que o TSE "mataria no peito" e livraria Temer de punição, apesar das provas reunidas no processo que será julgado no próximo dia 6.

Agora, o consenso é de que a cassação resolveria o impasse institucional e livraria o presidente da "confissão de culpa", como ele chama a hipótese de renúncia. Como bônus, Temer sempre poderá culpar Dilma pelas irregularidades na campanha.

A preferência é por acelerar a votação da reforma política que já está no Senado, prevendo cláusula de barreira e outras medidas saneadoras do quadro partidário.

E tentar manter a agenda econômica de Temer. Para tanto, a presença da equipe de Henrique Meirelles (Fazenda), ele mesmo um presidenciável especulado, é considerada essencial."

Nas cúpulas partidárias que costuram o pós-Temer, dois nomes despontam para uma candidatura de consenso em caso de pleito indireto : Nelson Jobim (PMDB) e Tasso Jereissati (PSDB).

 

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