Temer: se Dilma sair, estarei preparado

Vice-presidente Michel Temer assume, em entrevista à jornalista Eliane Cantanhêde, que é candidato a tomar a cadeira da presidente Dilma Rousseff; "Evidentemente que, sem ser pretensioso, mas muito modestamente, devo dizer que tenho uma vida pública já com muita experiência", afirma; ele diz ainda que, se o impeachment for derrotado, ele não arredará pé da vice-presidência da República; nesta terça (12), o ministro Jaques Wagner defendeu sua renúncia e disse que "não há perdão para conspiradores"; Temer rechaçou a hipótese de eleições gerais, o que para ele seria uma "ruptura constitucional"; o vice ainda disse que palavra golpe está muito desgastada e indevidamente utilizada

Vice-presidente Michel Temer assume, em entrevista à jornalista Eliane Cantanhêde, que é candidato a tomar a cadeira da presidente Dilma Rousseff; "Evidentemente que, sem ser pretensioso, mas muito modestamente, devo dizer que tenho uma vida pública já com muita experiência", afirma; ele diz ainda que, se o impeachment for derrotado, ele não arredará pé da vice-presidência da República; nesta terça (12), o ministro Jaques Wagner defendeu sua renúncia e disse que "não há perdão para conspiradores"; Temer rechaçou a hipótese de eleições gerais, o que para ele seria uma "ruptura constitucional"; o vice ainda disse que palavra golpe está muito desgastada e indevidamente utilizada
Vice-presidente Michel Temer assume, em entrevista à jornalista Eliane Cantanhêde, que é candidato a tomar a cadeira da presidente Dilma Rousseff; "Evidentemente que, sem ser pretensioso, mas muito modestamente, devo dizer que tenho uma vida pública já com muita experiência", afirma; ele diz ainda que, se o impeachment for derrotado, ele não arredará pé da vice-presidência da República; nesta terça (12), o ministro Jaques Wagner defendeu sua renúncia e disse que "não há perdão para conspiradores"; Temer rechaçou a hipótese de eleições gerais, o que para ele seria uma "ruptura constitucional"; o vice ainda disse que palavra golpe está muito desgastada e indevidamente utilizada (Foto: Valter Lima)

247 - O vice-presidente Michel Temer (PMDB) confirmou, em entrevista à jornalista Eliane Cantanhêde, que é candidato a tomar a cadeira da presidente Dilma Rousseff.

"Evidentemente que, sem ser pretensioso, mas muito modestamente, devo dizer que tenho uma vida pública já com muita experiência. Não falarei aqui do meu currículo. As pessoas sabem o quanto fiz ao longo da vida. Tantas vezes secretário de segurança, três vezes presidente da Câmara dos Deputados, duas vezes procurador-geral do Estado e agora vice-presidente, conhecendo razoavelmente os problemas do País. Se o destino me levar para essa função, e mais uma vez eu digo que eu devo aguardar os acontecimentos, é claro que estarei preparado porque o que pauta a minha atividade é exatamente o diálogo. Não que eu seja capaz de, individualmente, resolver os problemas. Mas eu sei que por força do diálogo e, portanto, coletivamente, com todos os partidos, com os vários setores da sociedade, nós tiraremos o País da crise", afirmou.

Caso o impeachment seja derrotado, ele rechaça a ideia de renunciar, como foi proposto pelo ministro Jaques Wagner. "Ao longo desse período em que fui vice-presidente, e você sabe que estou completando cinco anos e pouco, nunca tive um chamamento efetivo para participar das questões de governo. De modo que, digamos assim, se nada acontecer, tudo continuará como dantes, não é? Nada mudará", afirmou.

Temer também se diz contrário à realização de eleições gerais. "Eu pessoalmente sou contra por uma razão: sou muito apegado ao texto constitucional. Toda vez que se quiser sair do texto constitucional está se propondo uma ruptura com a Constituição. E toda e qualquer ruptura com a Constituição é indesejável para o País. A estabilidade do País e das instituições depende basicamente do que está na Constituição e nela não há hipótese de eleições gerais", argumentou.

A entrevista na íntegra aqui.

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