Teori estava preocupado com manobra do STF para soltar Cunha

Em jantar com colegas em dezembro do ano passado, o ministro Teori Zavascki fez um desabafo e disse que fora alertado do risco de soltarem o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ); apesar da decisão do plenário do Supremo nesta semana, que decidiu por 8 a 1 manter Cunha na prisão, ministros discutem a possibilidade de soltá-lo, via concessão de habeas corpus impetrado no Superior tribunal de Justiça (STJ); participantes do encontro relatam que Teori disse ter ouvido que outros ministros da Segunda Turma já estavam convencidos de que, preso, Cunha optaria por delatar, o que poderia afetar ainda mais a estabilidade do país

Em jantar com colegas em dezembro do ano passado, o ministro Teori Zavascki fez um desabafo e disse que fora alertado do risco de soltarem o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ); apesar da decisão do plenário do Supremo nesta semana, que decidiu por 8 a 1 manter Cunha na prisão, ministros discutem a possibilidade de soltá-lo, via concessão de habeas corpus impetrado no Superior tribunal de Justiça (STJ); participantes do encontro relatam que Teori disse ter ouvido que outros ministros da Segunda Turma já estavam convencidos de que, preso, Cunha optaria por delatar, o que poderia afetar ainda mais a estabilidade do país
Em jantar com colegas em dezembro do ano passado, o ministro Teori Zavascki fez um desabafo e disse que fora alertado do risco de soltarem o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ); apesar da decisão do plenário do Supremo nesta semana, que decidiu por 8 a 1 manter Cunha na prisão, ministros discutem a possibilidade de soltá-lo, via concessão de habeas corpus impetrado no Superior tribunal de Justiça (STJ); participantes do encontro relatam que Teori disse ter ouvido que outros ministros da Segunda Turma já estavam convencidos de que, preso, Cunha optaria por delatar, o que poderia afetar ainda mais a estabilidade do país (Foto: Aquiles Lins)

247 - Em jantar com colegas em dezembro do ano passado, o ministro Teori Zavascki, que morreu em acidente de avião no dia 19 de janeiro, fez um desabafo e disse que fora alertado do risco de soltarem o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Diante disso, Teori teria decidido tirar do colegiado a reclamação protocolada pela defesa de Cunha com pedido para soltar o ex-deputado, e enviá-la para o plenário. Participantes do encontro relatam que Teori disse ter ouvido que outros ministros da Segunda Turma já estavam convencidos de que, preso, Cunha optaria por delatar, o que poderia afetar ainda mais a estabilidade do país.

Apesar da decisão do plenário do Supremo nesta semana, que decidiu por 8 a 1 manter o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha na prisão, onde está desde outubro, ministros da corte discutem, em caráter reservado, a possibilidade de soltar Cunha, com a concessão de um habeas corpus pendente no Superior tribunal de Justiça (STJ). Para alguns, o caso de Cunha poderia servir para colocar um freio nas prisões preventivas.

Uma delação de Cunha preocupa governo e PMDB pelo teor das conversas já divulgadas pela Polícia Federal. Mensagens no celular de Cunha reforçam a tese de que ele tem informações sobre negócios entre grandes empresários, congressistas e governo.

Para ministros da corte, o caso de Cunha poderia servir para colocar um freio nas prisões preventivas. Recentemente, o ministro Gilmar Mendes disse que o tribunal tinha "encontro marcado com as alongadas prisões que se determinam em Curitiba".

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