"Vamos contrapor o orçamento secreto com o orçamento feito pelo povo", diz Lula

"Vamos querer fazer o orçamento participativo em nível nacional, para a gente fugir do orçamento secreto", disse Lula

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Lula (Foto: Reprodução/Youtube)


247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que, se eleito, pretende substituir o orçamento secreto, utilizado pelo governo Jair Bolsonaro (PL) para cooptar o apoio de parlamentares no Congresso Nacional, por meio de um orçamento elaborado com o apoio do povo brasileiro. "Um orçamento participativo em nível nacional”, disse Lula durante uma conversa com a imprensa nesta sexta-feira (30), no Rio de Janeiro. 

“Vamos querer fazer o orçamento participativo em nível nacional, para a gente fugir do orçamento secreto. Vamos apresentar para contrapor o orçamento secreto o orçamento feito pelo povo, via rede digital. Vamos chamar o povo para participar da elaboração do orçamento, para que a gente possa dizer, 'olha, tem outra proposta de orçamento feita pelo povo aqui, a gente não vai aceitar imposição do Congresso’”, disse Lula ao responder a uma pergunta sobre o Centrão feita pelo jornalista Marcelo Auler, do Brasil 247

“E o Centrão não é um partido político. O Centrão é um conjunto de interesses que você lida com ele a cada momento de acordo com as circunstâncias. O Centrão, quando terminarem as eleições, você vai procurar os partidos individualmente para conversar e você não vai ter mais o Centrão agindo enquanto Centrão. Você vai ter forças políticas que viraram quase todas cooperativas de deputados”, destacou o ex-presidente em referência ao bloco parlamentar, uma das bases de apoio do governo Bolsonaro, completou. 

Lula disse, ainda, que possui “vontade” e “compreensão” para mudar a atual situação de miséria decorrentes da falta de política econômica e social por parte do governo Bolsonaro. "A única coisa impossível na vida é Deus pecar, o resto tudo é possível. Eu acho que tudo é tão possível que quando eu digo para você que eu tenho 76 anos, energia de 30 e tesão de 20, você pode acreditar. Eu nunca estive com tanta vontade de fazer as coisas como estou agora. Eu nunca tive tanta compreensão de que as coisas estão difíceis mas que é possível fazer, e que somente um cara que tenha relação com a sociedade organizada que eu tenho, com as pessoas com quem eu convivo, é que pode ter certeza de que vai fazer as coisas que tem que acontecer”, afirmou. 

“Quando eu fui buscar o Alckmin [Geraldo, Alckmin (PSB)] para ser o meu vice, eu queria afrontar exatamente a coisa da política que está na nossa cabeça, de que tem que ser só nós da esquerda, tem que ser só nós socialistas, só nós não sei das quantas. Eu tinha que mudar isso porque eu, na outra vez, tinha perdido três eleições com 30%. Quando eu fui buscar o José Alencar eu ultrapassei os 30% que eu precisava. A fotografia minha com o Alckmin é a possibilidade de ter os 20% ou 25% que faltam sempre ao PT, e dessa vez eu comecei com 45%, comecei em um padrão do segundo turno das eleições. O Alckmin está me dando essa força. Por isso nós fizemos aliança com dez partidos pequenos, que nunca tinham vindo com a gente; por isso que a gente fez aliança com todas as centrais sindicais, antes era só o PT e a CUT. Ou seja, há uma disposição maior, de muito mais gente, de querer fazer as coisas acontecerem. Há empresários que querem participar", observou. 

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