Xeque-mate?

Sem a liminar de Gilmar Mendes, os partidos de Marina Silva e Roberto Freire podem voltar à estaca zero. E com o PSD na base, Dilma se fortalece, estreitando o campo da oposição

Ao que tudo indica, nos próximos dias, o plenário do Supremo Tribunal Federal deverá derrubar a liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes, no mandado de segurança impetrado pelo senador Rodrigo Rollemberg (PSB/DF). A se confirmar essa tendência, voltará a tramitar no Congresso a lei, já aprovada na Câmara dos Deputados, que limita a criação de novos partidos e restringe o acesso dessas legendas ao fundo partidário e ao tempo de televisão.

Se vier a ser aprovada no Senado, a lei poderá ferir de morte duas legendas que vinham sendo criadas no campo oposicionista:  a Rede Sustentabilidade, de Marina Silva, e o Mobilização Democrática, de Roberto Freire, que já havia fechado acordo para apoiar o governador pernambucano Eduardo Campos, do PSB, na sucessão presidencial.

Havendo menos candidatos em 2014 ou menos partidos disponíveis para alianças no campo oposicionista, maior será a chance de que tudo se resolva no primeiro turno. E é exatamente para garantir uma reeleição suave da presidente Dilma Rousseff que os estrategistas do Palácio do Planalto trabalham dia e noite.

Nesta segunda, Dilma deu mais um nó na oposição ao garantir a entrada do PSD, de Gilberto Kassab, na base aliada, com a entrega da Secretaria da Pequena e Micro Empresa ao ex-malufista Guilherme Afif Domingos e a promessa de apoio do PT ao PSD em estados como Santa Catarina, Amazonas e Bahia.

Com os movimentos mais recentes, a presidente Dilma consolida uma aliança ampla e estreita o espaço de seus adversários. Ainda é cedo para prever um desfecho, mas a oposição está em xeque.

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