Zarattini: condenação de Bolsonaro é vitória contra o racismo

As bancadas do PT na Câmara e no Senado, juntamente com movimentos sociais, celebram a condenação do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) por danos morais contra comunidades quilombolas por falas racistas em palestra no clube Hebraica, no Rio de Janeiro; Carlos Zarattini, líder da bancada do PT na Câmara, lembra que a condenação é fruto de uma ação encaminhada em abril de 2017 pelas duas bancadas petistas e por movimentos sociais à Procuradoria-Geral da República; para Zarattini, "o Brasil vive um momento de grave intolerância e ascensão do autoritarismo. Temos que barrar o avanço do ódio e da intolerância"

As bancadas do PT na Câmara e no Senado, juntamente com movimentos sociais, celebram a condenação do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) por danos morais contra comunidades quilombolas por falas racistas em palestra no clube Hebraica, no Rio de Janeiro; Carlos Zarattini, líder da bancada do PT na Câmara, lembra que a condenação é fruto de uma ação encaminhada em abril de 2017 pelas duas bancadas petistas e por movimentos sociais à Procuradoria-Geral da República; para Zarattini, "o Brasil vive um momento de grave intolerância e ascensão do autoritarismo. Temos que barrar o avanço do ódio e da intolerância"
As bancadas do PT na Câmara e no Senado, juntamente com movimentos sociais, celebram a condenação do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) por danos morais contra comunidades quilombolas por falas racistas em palestra no clube Hebraica, no Rio de Janeiro; Carlos Zarattini, líder da bancada do PT na Câmara, lembra que a condenação é fruto de uma ação encaminhada em abril de 2017 pelas duas bancadas petistas e por movimentos sociais à Procuradoria-Geral da República; para Zarattini, "o Brasil vive um momento de grave intolerância e ascensão do autoritarismo. Temos que barrar o avanço do ódio e da intolerância" (Foto: Charles Nisz)

247 - As bancadas do PT na Câmara e no Senado, juntamente com movimentos sociais, celebram a condenação do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) por danos morais contra comunidades quilombolas e à população negra em geral. Na ação, pediu-se investigação contra o deputado do PSC por racismo, depois de uma fala no clube Hebraica, no Rio de Janeiro. O parlamentar falava das terras quilombolas quando afirmou que "o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada. Eu acho que nem para procriador ele serve mais".

Carlos Zarattni, líder da bancada do PT na Câmara, lembra que a condenação é fruto de uma ação encaminhada em abril de 2017 pelas duas bancadas petistas e por movimentos sociais à Procuradoria-Geral da República. Para Zarattini, "o Brasil vive um momento de grave intolerância e ascensão do autoritarismo. Temos que barrar o avanço do ódio e da intolerância".

Confira a nota das bancadas do PT na Câmara e no Senado:

As Bancadas do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados e no Senado, juntamente com movimentos sociais, celebram a decisão da juíza Frana Elizabeth Mendes, da 26ª Vara Federal do Rio de Janeiro, de condenar o deputado federal Jair Bolsonaro ( PSC-RJ) a pagar R$ 50 mil por danos morais coletivos a comunidades quilombolas e à população negra em geral.

A condenação foi em decorrência de ação encaminhada em 6 abril deste ano pelas duas bancadas e movimentos sociais à Procuradoria Geral da República. Na ação, pediu-se investigação contra o deputado do PSC por racismo, depois de uma fala no clube Hebraica, no Rio de Janeiro. O parlamentar falava das terras quilombolas quando afirmou que "o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada. Eu acho que nem para procriador ele serve mais".

É importantíssima a punição da juíza da 26º Vara Federal do Rio de Janeiro contra mais um ato odioso e racista de Bolsonaro, cuja atuação tem estimulado a escalada do ódio e da intolerância no País.

Na palestra que gerou a punição, Bolsonaro assacou diversas ofensas contra as comunidades indígenas e quilombolas. O parlamentar tem extrapolado todos os limites da ação parlamentar e política, espalhando a intolerância e o ódio, agindo deliberadamente contra os negros, índios e outros segmentos desfavorecidos da sociedade, com o claro intuito de cometer o delito do racismo.

A ação na PGR foi liderada pela deputada Benedita da Silva (PT-RJ), juntamente com Maria do Rosário (PT-RS),Erika Kokay (PT-DF) e Paulão (PT-AL), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, com o apoio de outros deputados e senadores do PT e de outros partidos.

O Brasil vive um momento de grave intolerância e ascensão do autoritarismo. Todos os setores da sociedade que buscam um padrão avançado de civilidade, de respeito aos direitos humanos e aos valores que norteiam a convivência harmônica e democrática entre brasileiros e brasileiras não podem tolerar atos bárbaros e retrocessos civilizatórios. Temos que barrar o avanço do ódio e da intolerância.

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