Aras assinou carta com "valores cristãos" de evangélicos que tem conteúdo homofóbico

Indicado por Jair Bolsonaro para a PGR, Augusto Aras compromteu-se com uma série de “valores cristãos” previstos em carta da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure). O documento expõe argumentos contra questões como o aborto e o reconhecimento de família, na esfera pública, composta por uma união homoafetiva

Augusto Aras
Augusto Aras (Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE)

247 - Indicado por Jair Bolsonaro para a Procuradoria-Geral da República, Augusto Aras compromteu-se com uma série de “valores cristãos” previstos em carta da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure). O documento expõe argumentos contra questões como o aborto e o reconhecimento de família, na esfera pública, composta por uma união homoafetiva. “A instituição familiar deve ser preservada como heterossexual e monogâmica.”

Em dez páginas está registrada a visão da entidade – braço das igrejas protestantes no meio jurídico – sobre temas como liberdade religiosa, sexualidade, aborto, gênero, conceito de família, acolhimento de refugiados, ensino confessional, repressão à corrupção e separação dos Poderes, entre outros. 

“Ele (Aras) falou que é conservador, leu a carta e está de acordo com os princípios ali elencados”, disse o presidente da Anajure, Uziel Santana, ao jornal O Estado de S.Paulo. “Ele se comprometeu com a pauta prevista, tanto moral quanto de combate à corrupção.”





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