Com medo de traição, Bolsonaro troca núcleo duro do governo

Os assessores da campanha eleitoral de Bolsonaro na já saíram do governo em função do pânico de traições que habita o coração do Planalto, relata a jornalista Jussara Soares, do jornal O Globo. No governo, Jair Bolsonaro se cercou de amigos de longa data, assessores da época da Câmara e auxiliares que contam com a bênção de seus filhos

29/08/2019
REUTERS/Adriano Machado
29/08/2019 REUTERS/Adriano Machado (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - Os assessores da campanha eleitoral de Bolsonaro na já saíram do governo em função do pânico de traições que habita o coração do Planalto, relata a jornalista Jussara Soares, do jornal O Globo. No governo, Jair Bolsonaro se cercou de amigos de longa data, assessores da época da Câmara e auxiliares que contam com a bênção de seus filhos. 

A reportagem do jornal O Globo destaca que "com acesso irrestrito ao gabinete e prioridade no WhatsApp presidencial, esse grupo é composto por assessores e alguns ministros. Jorge Oliveira, da Secretaria-Geral e Subchefia de Assuntos Jurídicos, é o novo homem forte do Planalto, com direito a uma sala no terceiro andar, onde fica o gabinete do presidente. Oliveira é filho do capitão do Exército Jorge Francisco, morto em abril de 2018 e que por 20 anos atuou como chefe de gabinete de Bolsonaro. Advogado e major da Polícia Militar, o ministro também foi chefe de gabinete do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP)."

A matéria ainda sublinha que "de seu tempo na Câmara, Bolsonaro trouxe para o Planalto o major reformado Pedro César Sousa, que assumiu a chefia de gabinete, e o ex-assessor parlamentar da Marinha Célio Faria Júnior, como seu assessor-chefe. Discretos, segundo interlocutores, ambos acompanham as discussões, mas pouco opinam sobre os temas da gestão. A eles, Bolsonaro entregou a missão de manter a “tranquilidade” e a “organização” do ambiente presidencial."

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