Cristovam Buarque anuncia apoio ao impeachment

Senador Cristovam Buarque (PPS-DF) disse que irá votar a favor da abertura do impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado, caso o processo passe pela votação na Câmara; em nota emitida pelo PPS, o parlamentar disse que o afastamento da presidente está previsto na Constituição e, portanto, "não tem golpe"

Cristovam Buarque (PDT-DF). Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Cristovam Buarque (PDT-DF). Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado (Foto: Paulo Emílio)

247 - O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) disse que irá votar a favor da abertura do impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado, caso o processo passe pela votação na Câmara dos Deputados, neste domingo (17). Segundo ele, o afastamento da presidente está previsto na Constituição e, portanto, "não tem golpe".

"Eu vejo uma manifestação clara, contrária a um governo que deixou esgotar o modelo que tínhamos adotado no Brasil. Um governo formado por um partido que se elegeu defendendo a ética e se mostrou o mais corrupto da história. Um governo incompetente. Uma presidente que mentiu para se reeleger e no dia seguinte fez tudo diferente do que havia prometido. O impeachment é o resultado de uma grande insatisfação da nação e com dois agravantes: a corrupção mostrada pela Lava-Jato e a manifestação do Tribunal de Contas da União (TUC) de que houve crime de responsabilidade, o qual a Constituição permite a abertura de cassação. É isso que estou vendo", afirmou Cristovam por meio de uma nota emitida pelo PPS.

Para o senador, não existe uma tentativa de golpe. "Não tem golpe. Está previsto na Constituição" resumiu. Cristovam disse, ainda, que o vice-presidente Michel Temer, precisa implantar medidas contundentes de maneira a retomar a credibilidade tão logo venha a assumir a Presidência no caso do afastamento de Dilma do cargo.

"E aí vai depender de quem ele nomeia como ministro. As medidas que tomará do ponto de vista do ajuste fiscal. As primeiras medidas de longo prazo, porque mesmo sendo apenas dois anos, não se pode de deixar de pensar na educação, saúde e na inovação tecnológica. Se ele não conseguir administrar o caos instalado na área de saúde, por exemplo, já terá fracassado", observou.

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