Cunha, o limpo, quer tocar impeachment já

Réu por corrupção no Supremo Tribunal Federal, sob a acusação de ter recebido US$ 5 milhões em propina e mantido contas sem declarar no exterior, presidente da Câmara pretende instalar comissão do impeachment nesta sexta-feira, logo após o STF julgar os recursos da Casa sobre o trâmite do processo; presidente Dilma terá dez dias para se defender e depois o plenário votará o parecer da comissão

eduardo cunha
eduardo cunha (Foto: Gisele Federicce)

247 - O presidente da Câmara, Eduardo Cunha  (PMDB-RJ), quer instalar a comissão do impeachment já nesta semana, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgar os recursos apresentados pela Casa sobre o trâmite do processo no Congresso.

O plano de Cunha é instalar o colegiado na quinta ou sexta-feira - o STF julgará os recursos na quarta. A presidente Dilma Rousseff será notificada e terá então dez sessões para apresentar sua defesa.

O próximo passo após a notificação de Dilma é a comissão especial apresentar um parecer em até cinco sessões. Após publicado o parecer do colegiado, o caso vai para votação em plenário em um prazo de até 48 horas. Para que o impeachment seja cumprido, é necessário o voto de dois terços dos 513 deputados. E em seguida, ratificação da decisão pelo Senado.

Cunha é réu no STF por corrupção, acusado de ter recebido US$ 5 milhões em propina e de ter mantido contas sem declarar no exterior. Segundo o Ministério Público Federal, o deputado foi beneficiado por meio de 13 contas em outros países, especialmente na Suíça. Na Câmara, o peemedebista ainda é alvo de um processo de cassação, o qual tenta postergar com manobras semanais.

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