DCM: proibir leitura na Papuda é ato de horror

Decisão da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, que limita a duas horas diárias o acesso a livros na penitenciária da Papuda, é uma "violência do Estado", que deveria ser combatida pelos meios de comunicação, segundo análise do jornalista Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo. "Que idiota estabeleceu aquela regra? E por que os editores do Estadão – e todos os demais que replicaram a perda das “regalias” – não denunciaram esta violência do Estado?", questiona

Decisão da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, que limita a duas horas diárias o acesso a livros na penitenciária da Papuda, é uma "violência do Estado", que deveria ser combatida pelos meios de comunicação, segundo análise do jornalista Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo. "Que idiota estabeleceu aquela regra? E por que os editores do Estadão – e todos os demais que replicaram a perda das “regalias” – não denunciaram esta violência do Estado?", questiona
Decisão da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, que limita a duas horas diárias o acesso a livros na penitenciária da Papuda, é uma "violência do Estado", que deveria ser combatida pelos meios de comunicação, segundo análise do jornalista Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo. "Que idiota estabeleceu aquela regra? E por que os editores do Estadão – e todos os demais que replicaram a perda das “regalias” – não denunciaram esta violência do Estado?", questiona (Foto: Leonardo Attuch)

Por Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo

Está no site do PSDB de São Paulo: “Mensaleiros presos na Papuda perdem regalias”.

É a reprodução, bovina e automática, de um texto do Estadão.

Bem, quais as regalias?

A resposta mostra, ao mesmo tempo, a estupidez do Estadão e o desapreço que existe no Brasil pelo hábito da leitura.

A grande regalia subtraída é, acredite, poder ler. Segundo o Estadão, os presos do PT agora só poderão ler duas horas por dia, e na biblioteca.

Isso quer dizer que os presos na Papuda – não estou falando de Dirceu e Delúbio – estão submetidos a um regime no qual lhes é proibido ler além de duas horas, e não na cela.

Não se incentiva a leitura. Ela é cerceada como uma coisa má.

Que idiota estabeleceu aquela regra? E por que os editores do Estadão – e todos os demais que replicaram a perda das “regalias” – não denunciaram esta violência do Estado?

(continue lendo no Diário do Centro do Mundo)

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