Decreto que extingue 60 mil cargos públicos não tem impacto imediato

Publicado nesta quarta-feira (10) no Diário Oficial da União, o decreto que extingue 60,9 mil cargos da administração pública federal não tem impacto fiscal imediato; cerca de 38 mil postos da lista já estão vagos e os demais serão fechados conforme os servidores forem se aposentando; a medida entra em vigor no dia 21 de março

Chuva na Esplanada dos Ministérios na tarde desta quarta-feira (24/09). Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil
Chuva na Esplanada dos Ministérios na tarde desta quarta-feira (24/09). Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil (Foto: Charles Nisz)

Brasília 247 - Publicado nesta quarta-feira (10) no Diário Oficial da União, o decreto que extingue 60,9 mil cargos da administração pública federal não tem impacto fiscal imediato. Cerca de 38 mil postos da lista já estão vagos e os demais serão fechados conforme os servidores forem se aposentando. A medida entra em vigor no dia 21 de março.

Segundo o secretário de Gestão de Pessoas do Ministério Planejamento, Augusto Chiba, não é possível prever em quanto tempo as vagas serão fechadas, mas o decreto evita que esses cargos sejam novamente preenchidos. O corte inclui profissões consideradas obsoletas, como telefonista, editor de vídeo tape, assistente de som, datilógrafo e digitador, por sua “falta de correspondência com a realidade do trabalho contemporâneo”.

A medida tenta conter o avanço de gastos com pessoal no Executivo. A previsão é que os gastos com pessoal cheguem a R$ 322,8 bilhões neste ano, ante R$ 285 bilhões em 2017. O governo espera economizar R$ 4,4 bilhões com o adiamento do reajuste dos servidores e um aumento e R$ 1,9 bilhão na arrecadação com a alta na alíquota previdenciária do funcionalismo. Porém, o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, suspendeu as duas medidas no fim de 2017.

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