Delator cita propina em dinheiro vivo para Serraglio

Tentando fechar um acordo de delação premiada no âmbito da operação Carne Fraca, Daniel Gonçalves Filho, apontado pela Polícia Federal como chefe do esquema de corrupção na unidade do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no Paraná, cita pagamentos “normalmente em espécie” de empresas do setor alimentício para o ex-ministro da Justiça Osmar Serraglio (PMDB-PR); o peemedebista voltou à Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 31, após ser demitido do Ministério da Justiça e da Segurança Pública

Plenário Câmara Deputado Osmar Serraglio Foto:PMDB 09/07/2015
Plenário Câmara Deputado Osmar Serraglio Foto:PMDB 09/07/2015 (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Em negociação de delação com os procuradores da Carne Fraca, Daniel Gonçalves Filho, apontado pela Polícia Federal como chefe do esquema de corrupção na unidade do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no Paraná, cita pagamentos “normalmente em espécie” de empresas do setor alimentício para o ex-ministro da Justiça Osmar Serraglio (PMDB-PR). O peemedebista voltou à Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 31, após ser demitido do Ministério da Justiça e da Segurança Pública por Michel Temer.

Serraglio, segundo Gonçalves Filho, seria um de seus “padrinhos” no cargo. Ao lado de Maria do Rocio Nascimento, ex-chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Gonçalves Filho é apontado como líder do esquema descoberto pela operação Carne Fraca e seria responsável por arrecadar propinas de frigoríficos e empresas do setor alimentício.

A proposta de delação premiada do fiscal está na Procuradoria-Geral da República (PGR) e complica a situação de Serraglio. Como vai reassumir sua cadeira na Câmara dos Deputados, o deputado será investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), caso o acordo seja homologado.

As informações são de reportagem de Fabio Serrapião no Estado de S.Paulo.

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