Depois de Weintraub, Ricardo Salles e Ernesto Araújo podem ser os próximos a cair

Os dois integrantes da chamada "ala ideológica" são considerados entraves para uma melhor relação do Brasil com parceiros comerciais e com as instituições

Brasília - Jair Bolsonaro, Ricardo Salles e Ernesto Araújo
Brasília - Jair Bolsonaro, Ricardo Salles e Ernesto Araújo (Foto: Marcos Corrêa/PR)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 – A faxina no governo Bolsonaro pode ir além da demissão de Abraham Weintraub, apontado de forma praticamente unânime como o pior ministro da educação da história do Brasil. Reportagem das jornalistas Jussara Soares e Camila Turtelli, publicada na jornal Estado de S. Paulo, aponta que militares e aliados do governo pressionam Jair Bolsonaro a também demitir o chanceler Ernesto Araújo, já apontado como o pior diplomata do mundo, e Ricardo Salles, tido como um inimigo do meio ambiente.

Tanto Salles como Araújo são parte da chamada "ala ideológica" e vistos como problemas. Defensor da tese de que o Brasil deve "passar a boiada" em leis ambientais, Salles é apontado por gestores de fundos de investimento trilionários como um dos motivos para não se investir no Brasil. Além disso, países europeus usam o descaso brasileiro com a proteção da Amazônia como uma das causas para não fechar acordos comerciais com o Mercosul.

Araújo também é apontado como um problema por militares e empresários por seguir uma política externa de subordinação total aos interesses dos Estados Unidos, sem sequer conseguir preservar as aparências. Além disso, ele tem mantido uma política de perseguição interna no Itamaraty e vem destruindo a reputação daquela que era considerada uma das instituições mais sólidas do País. Seu movimento mais escandaloso é a tentativa de nomear como assessor um aliado de Steve Bannon, um dos gurus do neofascismo internacional.

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247