Enfraquecido, Moro lamenta demissão de seu indicado para o Coaf

Ministro Sérgio Moro criticou a saída do Coaf de Roberto Leonel, apontado pela Vaza Jato como a pessoa que fornecia dados fiscais a procuradores da Lava Jato sem investigação formal; "Pessoa ímpar. Chamei-o ao Coaf onde fez um trabalho notável, reforçando o órgão. Pena que a transferência do Coaf ao Banco Central inviabilizou a sua permanência", disse Moro

(Foto: Marcelo Camargo - ABR)

247 - O ex-juiz da Lava Jato e ministro da Justiça, Sérgio Moro, lamentou a decisão do Banco Central de demitir o auditor Roberto Leonel do comando do comando da Unidade Inteligência Financeira (UIF), órgão que substituirá o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

"Conheço Roberto Leonel há mais de uma dezena de anos, desde o apoio por ele dado no Caso Banestado às investigações criminais. Servidor da Receita Federal exemplar e dedicado. Pessoa ímpar. Chamei-o ao Coaf onde fez um trabalho notável, reforçando o órgão. Pena que a transferência do Coaf ao Banco Central inviabilizou a sua permanência", disse Moro à coluna da jornalista Bela Megale, do jornal O Globo

Indicado pelo ministro Sérgio Moro, Leonel foi citado no mais recente capítulo das revelações da Vaza Jato. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo e do Intercept, a força-tarefa da operação Lava Jato pedia dados fiscais sigilosos por meio de aplicativo de mensagens, sem autorização judicial, ao auditor fiscal Roberto Leonel, que na época chefiava a área de inteligência da Receita em Curitiba. Entre as pessoas investigadas ilegalmente estão pessoas próximas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (leia mais no Brasil 247). 

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