Janot: tentam desconstruir minha imagem, mas não explicam “mala voando”

Ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot rebateu as acusações contra ele e disse que existe uma "orquestração visível" para desconstruir sua imagem frente à PGR e a opinião pública; "Quando o fato é chapado, quando o fato é mala voando, são R$ 51 milhões dentro de apartamento, gente carregando mala de dinheiro na rua de São Paulo, gravação dizendo "tem que manter isso, viu?", há uma dificuldade natural para elaborar defesa técnica nesses questionamentos jurídicos. E uma das estratégias de defesa é tentar desconstruir a figura do acusador", disse 

Rodrigo Janot chega para sessão do STF 14/9/2017 REUTERS/Adriano Machado
Rodrigo Janot chega para sessão do STF 14/9/2017 REUTERS/Adriano Machado (Foto: Paulo Emílio)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

Brasília 247 - O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot rebateu as acusações contra ele e disse que existe uma "orquestração visível" para desconstruir sua imagem frente à PGR e a opinião pública. Segundo ele, os políticos envolvidos nos processos e denúncias determinadas por ele tentam usar a estratégia de "desconstituir a figura do acusador" para explicar fatos como 'mala voando' com dinheiro e apartamentos em cujo interior foram encontrados R$ 51 milhões em dinheiro.

"Quando o fato é chapado, quando o fato é mala voando, são R$ 51 milhões dentro de apartamento, gente carregando mala de dinheiro na rua de São Paulo, gravação dizendo "tem que manter isso, viu?", há uma dificuldade natural para elaborar defesa técnica nesses questionamentos jurídicos. E uma das estratégias de defesa é tentar desconstruir a figura do acusador", disse Janot em entrevista ao jornal Correio Brasiliense.

"Vão tentar usar todo mundo e tudo contra mim... Tudo é possível, vão tentar desconstituir a figura do investigador. Não levei dinheiro do Miller nem autorizei ninguém a receber mala de dinheiro em meu nome. Nem tenho amigo com R$ 51 milhões em apartamento", destacou Janot em referência ao ex-procurador Marcello Miller, suspeito de colaborar com delatores da JBS, e ao dinheiro encontrado em um apartamento ligado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, que foi um dos auxiliares mais próximos de Michel Temer.

Para Janot, as investigações da Lava jato resultaram em descobrir o núcleo da organização criminosa encrustada no poder Executivo. "Ele (senador Fernado Collor) só xingou minha mãe várias vezes (risos). Mas agora cheguei ao poder real. No núcleo de poder, no centro dessa Orcrim (organização criminosa), e a reação é essa mesmo. Eu já imaginava que isso aconteceria, mas não imaginava que seria nessa proporção. Não imaginava como viria o coice. A orquestração é visível", disse.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como:

• Cartão de crédito na plataforma Vindi: acesse este link

• Boleto ou transferência bancária: enviar email para [email protected]

• Seja membro no Youtube: acesse este link

• Transferência pelo Paypal: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Vakinha: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Catarse: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo APOIA.se: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Patreon: acesse este link

Inscreva-se também na TV 247, siga-nos no Twitter, no Facebook e no Instagram. Conheça também nossa livraria, receba a nossa newsletter e ative o sininho vermelho para as notificações.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247