Lira busca não se indispor com STF e Centrão e nem com Bolsonaro na indicação de Bia Kicis à CCJ

Ao mesmo tempo em que Arthur Lira afirma que não irá desfazer o acordo com Bia Kicis (PSL) para o comando da CCJ, ele também indicou que não irá atuar para evitar o lançamento de um nome avulso com chances de derrotá-la

(Foto: CLEIA VIANA)
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247 - Ao mesmo tempo em que o novo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), informou a deputados aliados que não irá desfazer o acordo com Bia Kicis (PSL) para o comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), ele também indicou que não irá atuar para evitar o lançamento de um nome avulso com chances de derrotá-la, segundo artigo da Folha de S. Paulo.

Com essa tática, Lira está buscando não se indispor com o governo de Jair Bolsonaro, que tem em Kicis um forte aliado no Congresso, nem com o Judiciário e um setor do Centrão, que colocam resistência para que a deputada lidere o órgão.

Kicis é da ala ideológica do bolsonarismo, motivo pelo qual o setor mais tradicional do Centrão junto com a oposição estão buscando impedi-la de assumir. Ao mesmo tempo, ao longo de 2020, a deputada entrou em diversos conflitos com Supremo Tribunal Federal (STF), que a enquadrou nos inquéritos dos “atos antidemocráticos” e das “fake news”.

O nome de Kicis para a CCJ surgiu a partir de um acordo dentro do PSL: enquanto a ala “moderada”, mais tradicional do partido, como o presidente da legenda, Luciano Bivar, ficou com cargo na mesa diretora, a ala bolsonarista ficaria com a comissão (Kicis) e a liderança do partido na Câmara (Major Vitor Hugo).

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