Mais de 160 garis do grupo de risco da covid-19 são demitidos no Distrito Federal

O drama da covid é acentuado com as más condições de trabalho dos garis do Distrito Federal. A categoria teve corte do plano de saúde e redução de benefícios, infectados já são mais de 170 e 167 foram demitidos

Garis são demitidos em Brasília
Garis são demitidos em Brasília (Foto: Reprodução)
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Brasil de Fato - No distrito Federal, cerca de 167 garis, dos quase 6 mil trabalhadores da categoria foram demitidos desde o início da pandemia do novo coronavírus, segundo o sindicato dos trabalhadores de limpeza urbana, a Sindlurb, Apesar de 171 trabalhadores já terem contraído a covid-19, não foram feitos testes em massa da categoria. Todos os demitidos integram o grupo de risco da doença. 

O diretor de comunicação do sindicato  e segundo secretário da Federação do Comércio e Serviço, Raimundo Nonato, explica que as autoridades deveriam "liberar o teste para todos os trabalhadores de categoria essencial para tentar manter o controle da covid-19 na vida dessas pessoas. E agora recentemente, mais 167 trabalhadores da área de risco foram demitidos.

"Foram feitos também contratos emergenciais onde o ticket de alimentação foi dividido pela metade. O plano de saúde que todos os trabalhadores de limpeza urbana tinham, foi cortado. O adicional de insalubridade também foi reduzido pela metade, justo destes trabalhadores que tem o contato direto com o lixo", afirma Nonato.

Além dos problemas relatados,  o sindicato também denuncia a sobrecarga da categoria com essas demissões e relata a exposição dos trabalhadores ao risco de contágio do Corona vírus.

O Sistema de Limpeza Urbana do Governo do Distrito Federal quando questionado sobre a falta de testagem e as demissões, informou que os trabalhadores  recebem treinamento para evitar o contágio do vírus e que todos são amparados por planos de saúde. Afirmou também que as empresas que prestam este serviço ao GDF assumiram o compromisso de recontratar, ao final da situação de calamidade pública, todos os trabalhadores afastados que concordaram em renunciar ao aviso prévio indenizado. Assista na reportagem abaixo:

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