'Ministério Público não serve a governos', diz Celso de Mello durante despedida de Raquel Dodge

Em sessão no STF que marcou a despedida de Raquel da PGR, o ministro Celso de Mello disse que o Ministério Público deve atuar com independência, sem servir a governos ou grupos ideológicos. "O Ministério Público não se curva à onipotência do poder, não importa a elevadíssima posição que autoridades possam ostentar na hierarquia da República”

(Foto: STF/Divulgação)

247 - O decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Celso de Mello, fez um discurso contundente em defesa do Ministério Público nesta quinta-feira, 12, durante a última sessão plenária com a presença de Raquel Dodge do cargo de procuradora-geral da República. 

Segundo Celso de Mello, o Ministério Público deve atuar com independência, sem servir a governos ou grupos ideológicos.  “O Ministério Público não serve a governos, não serve a pessoas, não serve a grupos ideológicos. O Ministério Público não se curva à onipotência do poder, não importa a elevadíssima posição que autoridades possam ostentar na hierarquia da República”, discursou Celso de Mello por ocasião da despedida de Dodge.

“O Ministério Público também não deve ser o representante servil da vontade unipessoal de quem quer que seja, ou o instrumento de concretização de práticas ofensivas aos direitos básicos das minorias, sob pena de se mostrar infiel a uma de suas mais expressivas funções, que é, segundo a própria a Constituição, a de defender a plenitude do regime democrático”, afirmou Celso de Mello.  

O escolhido por Jair Bolsonaro (PSL) para sucedê-la no cargo foi o subprocurador-geral Augusto Aras, que deve ser sabatinado no Senado no próximo dia 25. Ele enfrentou críticas de colegas ao manter discurso alinhado às ideias do presidente.   

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