Oposição articula troca de Cunha por Jarbas

Com o fracasso retumbante das manifestações pró-golpe neste domingo 13, a oposição coloca em prática nesta semana um plano que prevê preservar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao mesmo tempo em que salva o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff; isso porque se chegou a um consenso, entre oposição e mídia, de que o golpe é inviável tendo à frente um parlamentar com tantas acusações de corrupção e de interferência em investigações; estratégia é que Cunha renuncie ao cargo, salvando o mandato, para que depois se convoque novas eleições e seja eleito Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), dando sequência ao processo; acordo já estaria adiantado em Brasília

Com o fracasso retumbante das manifestações pró-golpe neste domingo 13, a oposição coloca em prática nesta semana um plano que prevê preservar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao mesmo tempo em que salva o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff; isso porque se chegou a um consenso, entre oposição e mídia, de que o golpe é inviável tendo à frente um parlamentar com tantas acusações de corrupção e de interferência em investigações; estratégia é que Cunha renuncie ao cargo, salvando o mandato, para que depois se convoque novas eleições e seja eleito Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), dando sequência ao processo; acordo já estaria adiantado em Brasília
Com o fracasso retumbante das manifestações pró-golpe neste domingo 13, a oposição coloca em prática nesta semana um plano que prevê preservar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao mesmo tempo em que salva o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff; isso porque se chegou a um consenso, entre oposição e mídia, de que o golpe é inviável tendo à frente um parlamentar com tantas acusações de corrupção e de interferência em investigações; estratégia é que Cunha renuncie ao cargo, salvando o mandato, para que depois se convoque novas eleições e seja eleito Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), dando sequência ao processo; acordo já estaria adiantado em Brasília (Foto: Felipe L. Goncalves)
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247 – Diante do fracasso retumbante das manifestações em defesa do impeachment neste domingo 13, a oposição coloca em prática nesta semana um plano que prevê, ao mesmo tempo, preservar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e salvar o processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff.

Isso porque se chegou a um consenso entre a imprensa e os partidos opositores, como o PSDB do senador Aécio Neves (MG), o DEM, liderado na Câmara por Mendonça Filho (PE), e o Solidariedade do deputado Paulinho da Força (SP): um golpe tendo à frente Eduardo Cunha – alvo de inquérito no STF sob acusação de corrupção, apontado como dono de contas secretas na Suíça e candidato a perder o mandato – é inviável.

O plano envolve uma pena mais branda para Cunha no Conselho de Ética da Câmara, em vez da cassação de seu mandato – estuda-se uma suspensão de 90 dias da presidência da Casa –, a renúncia do peemedebista ao cargo já nesta terça-feira 15 – dia em que pode ser aberto novo processo contra ele, após a escolha de um novo relator –, a convocação, pelo vice Waldir Maranhão (PP-MA), de novas eleições para o comando da Câmara, e finalmente a eleição do deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).

Sem denúncias envolvendo seu nome, Jarbas seria o candidato perfeito para dar sequência ao golpe, aliado à oposição. Crítico de Cunha e de Dilma, uma vez no cargo de presidente da Câmara, ele admitiria as chamadas 'pedaladas fiscais' como motivo suficiente para o impeachment. As conversas em Brasília já estariam adiantadas sobre o acordo, e já teriam recebido a aprovação do próprio Eduardo Cunha.

Jarbas já chamou Cunha de "psicopata, doente" e destaca com frequência que o atual presidente da Câmara atrapalha o processo de impeachment. "Está vendo a falta de gente aqui? É o descrédito das pessoas. Um chantagista comandando a Câmara dos Deputados. Por isso as pessoas não vêm para as ruas", comentou o parlamentar neste domingo 13, no Recife, a respeito da baixa adesão aos protestos.

A verdade é que Cunha precisa 'morrer' para que se dê sequência ao golpe. Mesmo que seja uma morte articulada. Essa tese já foi deixada bastante clara pela imprensa neste fim de semana. Editorial do Globo afirmou, no sábado, que a manipulação de Cunha "ultrapassou todos os limites" e pediu sua saída do cargo. No domingo, a Folha de S. Paulo também pediu 'Fora, Cunha', mas por um impeachment limpo.

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