PGR denuncia Paulinho da Força por recebimento de R$ 1,8 mi de propina da Odebrecht

A empreiteira Odebrecht, segundo a acusação, esperava em troca que Paulinho paralisasse as lutas sindicais e apoiasse a privatização do setor de saneamento

Paulinho da Força
Paulinho da Força (Foto: Agência Brasil)
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247 - A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou denúncia contra o deputado federal Paulinho da Força (SD-SP) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele teria recebido R$ 1,8 milhão de propina da Odebrecht. A acusação foi protocolada nesta segunda-feira, 6, junto ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin.

Investigadores tiveram acesso a áudios da responsável por realizar pagamentos em dinheiro vivo para a Odebrecht, a corretora de valores Hoya. Ele detectaram diálogos entre a corretora e um assessor de Paulinho da Força, Marcelo Cavalcanti, combinando as entregas. O jornal Globo teve acesso ao áudio, que faz parte de um pacote de 750 mil áudios entregue pelo delator da Hoya, Álvaro Novis.

A empreiteira Odebrecht, segundo a acusação, esperava em troca que Paulinho paralisasse as lutas sindicais e apoiasse a privatização do setor de saneamento - o que é defendido pelo Solidariedade.

A PGR aponta que os pagamentos foram feitos na sede da Força Sindical. A denúncia é assinada pela subprocuradora-geral da República Lindôra Maria Araújo, responsável pelos casos da Lava-Jato perante o STF.

"Em 22/08/2014, 04/09/2014, 11/09/2014 e em 16/09/2014, na cidade de São Paulo/SP, na sede da Força Sindical em São Paulo/SP, com vontade livre e consciente, PAULO PEREIRA DA SILVA (“PAULINHO DA FORÇA”) solicitou e recebeu, em 04 (quatro) oportunidades, para si, indiretamente, por meio do Chefe de Gabinete MARCELO DE LIMA CAVALCANTI, vantagens indevidas no total de R$ 1.800.000,00 (um milhão e oitocentos mil reais), em razão da função pública de parlamentar, divididas em R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) em 22/08/2014, R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) em 04/09/2014, R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) em 11/09/2014 e R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) em 16/09/2014", diz trecho da denúncia.

Na acusação, a PGR pede que Paulinho e seu assessor Marcelo Cavalcanti sejam condenados a devolver R$ 1,8 milhão aos cofres públicos e pagar mais outros R$ 1,8 milhão a título de indenização por dano moral coletivo.

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