Polícia Civil investiga fraudes em camisetas

De um lote de quase 2,9 mil camisetas confeccionadas para o uniforme das escolas públicas do DF, produzidas pela "Fábrica Social", 27 apresentaram diferenças grosseiras de acabamento, como arte menor, tinta desbotada e com posicionamento diferente, fonte da letra em tamanho maior e a palavra ensino escrita com a letra "c"

De um lote de quase 2,9 mil camisetas confeccionadas para o uniforme das escolas públicas do DF, produzidas pela "Fábrica Social", 27 apresentaram diferenças grosseiras de acabamento, como arte menor, tinta desbotada e com posicionamento diferente, fonte da letra em tamanho maior e a palavra ensino escrita com a letra "c"
De um lote de quase 2,9 mil camisetas confeccionadas para o uniforme das escolas públicas do DF, produzidas pela "Fábrica Social", 27 apresentaram diferenças grosseiras de acabamento, como arte menor, tinta desbotada e com posicionamento diferente, fonte da letra em tamanho maior e a palavra ensino escrita com a letra "c" (Foto: Leonardo Lucena)
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Cláudio Caxito, da Agência Brasília - A Polícia Civil do Distrito Federal investigará, a pedido da Secretaria de Educação do Distrito Federal, possível fraude na confecção de camisetas do uniforme das escolas públicas do DF produzidas pela "Fábrica Social". De um lote de quase 2,9 mil unidades, 27 delas apresentaram diferenças grosseiras de acabamento, como arte menor, tinta desbotada e com posicionamento diferente, fonte da letra em tamanho maior e a grafia errada da palavra ensino.

"Evidentemente, nós vamos tomar precauções em todos os lotes, mas, até o momento, o que chegou até a Secretaria e à "Fábrica Social" foi o lote do Centro de Ensino Médio 1 de Brazlândia", afirmou o subsecretário de Infraestrutura e Apoio Educacional, Marco Aurélio Soares Salgado. Para ele, o problema ocorreu ou no empacotamento, transporte, armazenamento, ou na distribuição dos uniformes.

Ainda segundo Salgado, o problema foi detectado na sexta-feira (14), quando começou a postagem na internet e acreditava-se ser uma montagem porque a foto não permitia nenhum outro tipo de dedução, até surgir outra imagem da camisa. "Identificadas essas camisetas, começamos a fazer as comparações de serigrafia, de fonte. A partir daí, constatamos que as camisetas possivelmente fraudadas têm, de fato, divergências com as produzidas pela "Fábrica"."

O coordenador da "Fábrica Social", Gerêncio de Bem, informou que existe apenas uma matriz (chapa), confeccionada em janeiro e que fica arquivada na instituição – que dá emprego a mais de 1,2 mil pessoas que estavam em situação de exclusão social. Ele acrescentou que esse episódio servirá de ensinamento para que sejam redobrados os mecanismos de controle e que isso possa fortalecer o trabalho. Até junho serão entregues 1 milhão de camisetas para a rede pública do DF.

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