Políticos criticam postura de Moro em operação que tinha Dilma como alvo

De acordo com o deputado Rogério Correia (PT-MG), o ex-juiz "é a figura mais perigosa e nefasta da Nação". Segundo o deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA), o ministro da Justiça "é incorrigível no desprezo a legalidades, viciado em dirigir ações para adversários. De forma cínica e fria desdenha da democracia”

247 - O atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, voltou a ser alvo de críticas após o Correio Braziliense revelar, na noite da última terça-feira (5), que uma ação deflagrada pela Polícia Federal para apurar repasse de R$ 40 milhões a políticos do MDB tinha como alvo a ex-presidenta Dilma Rousseff (PT).  Controlada por Moro, a prisão só não ocorreu porque o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, não autorizou.

Segundo o deputado federal Rogério Correia (PT), a "PF de Moro pede prisão de Dilma, mas sem explicar motivos. Tudo tão espalhafatoso e surreal que até o lavajatista Edson Fachin negou". "Sergio Moro é a figura mais perigosa e nefasta da Nação, mais até do que seu chefe, o que muitos julgavam ser impossível”, apontou.

“Sérgio Moro segue o roteiro. É incorrigível no desprezo a legalidades, viciado em dirigir ações para adversários. De forma cínica e fria desdenha da democracia”, acusou o vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA).

Líder da Minoria na Câmara, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) também questionou o andamento do processo e a rapidez da ação. “Como podem pedir prisão num processo no qual a presidenta não é investigada e nunca foi chamada a prestar qualquer esclarecimento? Perseguição de Moro! Cortina de fumaça para os escândalos de seu chefe, Bolsonaro!”, afirmou.

Diante da instrumentalização política da PF, o candidato à presidência pelo PSOL, Guilherme Boulos, defendeu a imediata exoneração de Moro. “O pedido de prisão de Dilma Rousseff pela PF é escandaloso. Primeiro, porque Dilma sequer foi intimada ou ouvida na ação. Segundo, porque revela de modo cabal que a PF virou a polícia política de Moro. Ele não tem nenhuma condição de permanecer no Ministério da Justiça. Tem que sair!”.

Outra a apontar a tentativa de camuflar os fatos para encobrir os recentes escândalos envolvendo o clã Bolsonaro foi Margarida Salomão (PT-MG). “Compartilho da indignação e da mesma sensação da presidenta Dilma, de que parece se tratar de grande cortina de fumaça. Sobre laranjas, milicianos e Queiroz, a PF de Moro nada faz. Contra Dilma, num processo em que nem é investigada, pede prisão. Absurdo”, indignou-se.

Líder do PDT, André Figueiredo (CE) a mesma surpresa com o encaminhamento da ação. “Não dá pra deixar de se indignar com a direção da Polícia Federal se deixar utilizar pelos interesses políticos de Sérgio Moro. Enquanto isso a quadrilha de milicianos que orbita no entorno da família Bolsonaro segue tranquila...”.

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