Ricardo Salles muda política ambiental do Brasil e provoca desmonte

No primeiro ano de Ricardo Salles à frente do ministério do Meio Ambiente, o Brasil assistiu ao desmonte de órgãos de fiscalização, ao aumento recorde de queimadas e desmatamento, à demora para agir no vazamento de óleo no litoral brasileiro, além da perda de bilhões de reais do Fundo Amazônia

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247 - Batizado pelo próprio de "ambientalismo de resultados", o primeiro ano de Ricardo Salles à frente do ministério do Meio Ambiente teve como propostas iniciais a conciliação de ruralistas e ambientalistas e a diminuição de conflitos entre o ministério e o setor produtivo. 

Porém, o que se viu foi o desmonte de órgãos de fiscalização e gestão, o aumento recorde de queimadas e desmatamento (com direito a alta repercussão negativa internacional), a demora para agir no mais extenso desastre ambiental do litoral do país e a perda de bilhões de reais com o fim do Fundo Amazônia e da posição de liderança que tinha nas negociações internacionais de clima, enumera reportagem da Folha de S.Paulo nesta terça-feira (24).

"A gestão também se distanciou de ONGs ambientais, quase ausentes na agenda oficial, e se aproximou do setor privado. Em uma das poucas ações elogiadas por ambientalistas, Salles aumentou a velocidade na concessão de parques à iniciativa privada", diz.

A atuação do ministério também foi marcada pela crítica aos próprios órgãos públicos de fiscalização ambiental. "Logo no início de sua gestão, Salles seguiu a linha do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que fora multado pelo Ibama em 2012, e começou a fazer acusações ao órgão. Nos primeiros dias no cargo, o mandatário e o ministro questionaram um contrato de R$ 28,7 milhões para aluguel de veículos no Ibama, em defesa do enxugamento da máquina pública. Após a acusação, a então presidente do Ibama, Suely Araújo, pediu exoneração", conta a reportagem.

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