Risco político do governo Bolsonaro aumenta com crise no PSL

Bancada do PSL, partido de Jair Bolsonaro, que já não era a mais fiel ao Executivo, com a guerra conflagrada internamente que dividiu a legenda entre bolsonaristas e bivaristas "torna as coisas mais difíceis", avalia líder de outra legenda

247 - Avaliação em Brasília, segundo O Globo, é de que ao dar as costas para o PSL, seu partido, Jair Bolsonaro transformou o Congresso em um campo minado.

"Os flancos abertos vão além da votação de propostas que têm impacto fiscal, como as mudanças na Previdência dos militares e a reforma administrativa, e resultam em riscos políticos, como a condução dos trabalhos da CPMI das Fake News. A briga com o PSL ainda abre caminho para o grupo conhecido como centrão — composto por partidos como PSD, PP, PL, Solidariedade e Podemos — ampliar sua força política e, consequentemente, ditar os rumos de pautas do governo no Legislativo", conta a reportagem.

O governo precisa, para além dos votos do PSL, que é a segunda maior bancada da Câmara com 53 deputados, uma base forte para a sua articulação política. Porém, levantamento da consultoria Arko Advice mostra que o PSL é o segundo partido mais fiel ao governo neste ano. O primeiro é o Novo, que tem oito deputados. 

— (A crise no PSL) torna as coisas mais difíceis. Essa base, que era pequena, ficou menor — diz o líder do PSD, André de Paula (PE).

Com a guerra conflagrada com o PSL, a bancada do partido na Câmara se dividiu entre apoiadores de Jair Bolsonaro e apoiadores do presidente nacional da legenda, Luciano Bivar.

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