Toma-lá-dá-cá: Weintraub se recusa a lotear cargos para o centrão e entra na lista da fritura

O ministro da Educação Abraham Weintraub entrou na linha de tiro das queixas de Bolsonaro. As reclamações ainda serviram para estimular o incômodo habitual da ala militar com relação ao ministro e, ainda, a antipatia de congressistas

Abraham Weintraub
Abraham Weintraub (Foto: Lula Marques)
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247 - Na busca pela fritura de algum ministro para atenuar sua habitual insegurança política, Bolsonaro apontou os holofotes para Abraham Weintraub. O ministro da Educação entrou na fila da exoneração ao se recusar lotear cargos para o centrão. 

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que “em conversas reservadas, relatadas à Folha, o presidente se queixou da resistência do ministro em ceder espaço para indicados do centrão e em adiar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio)​. Além disso, Bolsonaro avaliou que Weintraub passou do ponto em crítica feita ao STF (Supremo Tribunal Federal) em reunião ministerial realizada no fim de abril.”

A matéria ainda sublinha que “o mal-estar foi visto como uma oportunidade tanto pelo núcleo militar como pelo centrão de pressionar por uma troca. O desempenho do MEC é criticado pelos dois grupos desde o ano passado. Na tentativa de pressionar por uma mudança, integrantes do governo têm citado pesquisas de opinião que demonstram uma queda na avaliação pública do ministro, bem como uma insatisfação com a educação pública do país. A ideia é que elas sejam apresentadas ao presidente.”

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