"Estava certo que iria morrer", diz o 'patriota do caminhão'

O bolsonarista participava de um ato antidemocrático e golpista em Caruaru (PE) quando acabou pendurado no para-brisa de um caminhão. Caso virou meme

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(Foto: Reprodução (Redes Sociais))


247 - O empresário Junior Peixoto, 41, que ficou conhecido como 'patriota do caminhão', afirmou à Folha de S.Paulo ter tido a certeza de que ia morrer enquanto percorria seis quilômetros pendurado no para-brisa de um caminhão.

No último dia 2, Peixoto participava de um ato antidemocrático e golpista em Caruaru (PE), uma manifestação que rejeita o resultado das urnas e a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência da República.

Questionado, Peixoto não quis comentar a eleição. "Acho um tema muito delicado para um cidadão comum, que não tem nenhum tipo de imunidade, tocar nesse assunto. Sou eleitor de Bolsonaro, se houver a oportunidade de ele pleitear uma campanha novamente, eu votarei nele, farei campanha, farei o que for possível, porque ele me representa. Mas o movimento, em si, deixou de ser por Bolsonaro. O movimento em si é pelo Brasil".

O homem conta que ajudava a desobstruir uma das faixas da rodovia quando o motorista do caminhão acelerou. Segundo Peixoto, se agarrar ao para-brisa foi uma forma de se defender. "Então, quando começaram a liberar eu escutei quando o motorista colocou a marcha no caminhão. Virei para ele e acenei. Eu estava a uma distância de 2 metros do caminhão e gesticulei pedindo um pouco de paciência. Não sei se ele interpretou isso errado, pensou que iria fechar a BR novamente, e aí ele acelerou. (...) Graças a Deus que eu tive essa reação, porque hoje eu poderia estar morto. Ele acelerou a máquina para o meu lado e veio com tudo".

O 'patriota do caminhão' disse acreditar que o veículo chegou a ultrapassar os 100 km/h.  "Quando o caminhão começou a desenvolver velocidade, eu estava certo que iria morrer. Estava convicto que aquele era o meu último dia de vida".

Segundo ele, em nenhum momento houve diálogo com o motorista.  "Fixei o olhar, por umas duas ou três vezes, e perguntei: ‘você vai me matar, não é?’ Aí, acho que começou a pesar na consciência dele e ele começou a parar".

Peixoto afirmou que, depois de descer do caminhão, conseguiu carona para voltar à cidade. A família, segundo ele, foi pega de surpresa ao ver o vídeo sendo compartilhado.  "Eu iria falar [com a família], mas gradativamente. Não iria dizer tudo de uma vez. Mas a internet não perdoa".

Ele relatou estar assustado com a repercussão. "Mas confesso que estou bastante assustado, porque este não é meu universo [redes sociais]. Me senti exposto. Inclusive, teve um site que divulgou meu nome e minhas mídias sociais".

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