O miliciano Adriano da Nóbrega tentou fugir horas antes de ser morto por dois tiros

Adriano da Nóbrega, o miliciano ligado ao clã Bolsonaro morto neste domingo na Bahia, abrigou-se na chácara do vereador bolsonarista do PSL Gilsinho da Dedé para fugir da perseguição dos policiais; morreu com dois tiros

Adriano da Nóbrega
Adriano da Nóbrega (Foto: Reprodução)

247 - O miliciano e ex-capitão Adriano da Nóbrega, fugiu da fazenda em que estava escondido horas antes da operação das polícias da Bahia e do Rio que o matou com dois tiros neste domingo de manhã (9). 

Líder da milícia "Escritório do Crime" sediada em Rio das Pedras, no Rio, bale eleitoral dos Bolsonaro, ele era íntimo do clã. Tanto ele como a mãe e a ex-mulher eram peças-chave no esquema de financiamento ilegal da família do agora presidente, atuando no gabinete do então deputado federal e agora senador Flávio Bolsonaro. Acusado de um sem-número de crimes, vários assassinatos entre eles, é suspeito de envolvimento na morte de Marielle Franco. Admirado pelos Bolsonaro, foi condecorado por Flávio e elogiado publicamente mais de uma vez por Jair.

O miliciano fugiu da fazenda em que estava escondido em Esplanada, no interior da Bahia, a bordo de uma picape branca Hylux. Ele percorreu oito quilômetros e chegou à chácara do vereador Gilsinho da Dedé, que é filiado ao PSL, onde tentou se esconder. Ao iniciar a operação, os policiais descobriram que Adriano havia fugido com um carro em nome de terceiros. Na ação conjunta da Polícia Civil do Rio e do Bope da Bahia, que mobilizou cerca de 70 agentes, três PMs dispararam, e dois tiros acertaram o miliciano, que morreu.

O segredo para encontrar um dos principais nomes da lista da Interpol, segundo reportagem de O Globo,  não é revelado pela polícia. No entanto, a apreensão de 13 celulares e sete cartões de chip explica como o ex-militar conseguia se manter escondido sem ser rastreado. A Polícia Civil do Rio quase não tem conversas dele grampeadas, porque Adriano usava somente o sinal de wi-fi para fazer as ligações, além de trocar com frequência os chips, de operadoras diferentes, geralmente usados uma única vez. Como ex-integrante da tropa de elite da PM, ele sabia muito bem como monitorar criminosos.

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