A questão agora é saber quem Eike entregará

Só há duas coisas certas, neste momento. A primeira é de que se confirma o vaticínio de Dilma Rousseff, de que não ficará “pedra sobre pedra”. A segunda, é que estes escombros se chamam Brasil; leia a análise de Fernando Brito, editor do Tijlolaço, sobre a provável delação de Eike Batista

eike batista
eike batista (Foto: Leonardo Attuch)

Quando eu era guri, havia una “adivinha” que dizia: o que é, o que é, que quanto mais se tira, maior fica?

Óbvio que buraco era a resposta e buraco é a forma mais adequada de descrever a situação de nosso país.

O  “foragido” Eike Batista, que poderia ter apelado para sua cidadania alemã – e a Alemanha não tem tratado de extradição com o Brasil – embarcou no final da noite de domingo para o Brasil e será preso quando chegar ao Galeão, pouco depois de dez da manhã.

Eike, que nada tem de diferente dos empresários-aventureiros-picaretas  que marcaram o século 20 brasileiro – como, nos EUA, os “gigantes da indústria” do final do século 19 -tem muito mais a falar que o pretendente a delator Sérgio Cabral.

Porque a história de Eike não é só a dele, mas a de seu pai, Eliezer Batista, cuja história se confunde com a da própria Vale do Rio Doce.

O capitalismo é uma longa história suja e os capitalistas sempre figuras glamurosas.

Só há duas coisas certas, neste momento.

A primeira é de que se confirma o vaticínio de Dilma Rousseff, de que não ficará “pedra sobre pedra”.

A segunda, é que estes escombros se chamam Brasil.

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