Afastado por desvios, ex-presidente da Fecomércio parte para a baixaria

Alvo de uma intervenção por malversação de recursos, o ex-presidente da Fecomércio/RJ, Orlando Diniz, abraça teorias conspiratórias e parte para o ataque: diz ser vítima de armação política; na realidade, intervenção foi decretada porque o Tribunal de Contas da União apontou desvios da ordem de R$ 28,2 milhões na instituição

Alvo de uma intervenção por malversação de recursos, o ex-presidente da Fecomércio/RJ, Orlando Diniz, abraça teorias conspiratórias e parte para o ataque: diz ser vítima de armação política; na realidade, intervenção foi decretada porque o Tribunal de Contas da União apontou desvios da ordem de R$ 28,2 milhões na instituição
Alvo de uma intervenção por malversação de recursos, o ex-presidente da Fecomércio/RJ, Orlando Diniz, abraça teorias conspiratórias e parte para o ataque: diz ser vítima de armação política; na realidade, intervenção foi decretada porque o Tribunal de Contas da União apontou desvios da ordem de R$ 28,2 milhões na instituição (Foto: Gisele Federicce)
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Rio 247 – Um escândalo de malversação de recursos do Sistema S terminou em baixaria, protagonizada pelo executivo Orlando Diniz, que presidiu a Fecomércio-RJ, hoje sob intervenção. Alvo de diversas denúncias, Diniz partiu para o ataque. Publicou anúncios em vários jornais, assinados pelo Senac-RJ, dizendo ser alvo de uma armação política, promovida pelo atual comando da Confederação Nacional do Comércio.

Diniz perdeu o cargo depois que uma inspeção feita pela Secretaria-Geral de Controle Externo do Tribunal de Contas da União no Sesc Rio constatou que houve a aplicação indevida de recursos, conforme relatório concluído em janeiro. O TCU pediu ainda para que Orlando Diniz restitua R$ 28,2 milhões aos cofres da entidade, por despesas sem comprovação legal. De acordo com nota da coluna Radar Online, de Veja, Diniz mora em um apartamento no Leblon, cujo dono é uma off-shore.

O presidente do Sesc e Senac Rio também é acusado pelo TCU de criar "supersalários" no âmbito do sistema de comércio do estado e, pela Corregedoria Geral da União (CGU), de ter cometido ilegalidades em sua gestão. Orlando Diniz é também investigado pelo Ministério Público Federal, Estadual, pela Polícia Federal e Civil do Rio de Janeiro, tendo como escopo a gestão irregular do sistema do comércio. 

Leia abaixo nota da CNC do último dia 20 que noticia nova decisão pelo afastamento de Diniz e posicionamento oficial do Senac sobre o caso:

Nota de esclarecimento - Senac Rio de Janeiro

Em reunião extraordinária, ocorrida em 13/2/2014, na sede do Departamento Nacional do Senac, o Conselho Nacional da Instituição acatou o pedido do Conselho Fiscal para promover intervenção no Departamento Regional do Rio de Janeiro, com o consequente afastamento do seu presidente, Orlando Diniz, e do Conselho Regional. Tal pedido deve-se à constatação de irregularidades, como aplicação indevida de recursos, desvio da missão institucional, desobediência à Resolução que regula os processos de licitação na Instituição e negligência na fiscalização dos contratos das empresas que realizaram o Fashion Business, entre outras.  

Estiveram presentes à reunião 57 conselheiros que, por 52 votos a favor, quatro contra e 1 em branco, decidiram pela intervenção, que será conduzida pelo Departamento Nacional do Senac.  

Foi nomeado interventor o Sr. Bruno Breithaupt.

Posicionamento do SENAC NACIONAL

A Administração Nacional do Senac esclarece aos seus funcionários, alunos, parceiros e fornecedores que opera rigorosamente dentro dos princípios da legalidade nas medidas administrativas adotadas durante a intervenção conduzida pelo Conselho Nacional do Sesc na unidade regional Senac RJ desde 13 de fevereiro. Todas as providências estão sendo tomadas para o cumprimento dos compromissos firmados com os seus públicos com o objetivo de garantir o pleno funcionamento de suas atividades, sem qualquer interrupção.

Conforme os preceitos estatutários da Instituição, o Conselho Nacional, coordenando e controlando as atividades do Senac, tem a função normativa superior, ao lado do poder de inspecionar e intervir, correcionalmente, em qualquer setor institucional da Entidade. Desta forma, após o Conselho Fiscal constatar irregularidades na administração do Senac-RJ, determinou a intervenção na unidade regional com o consequente afastamento do seu presidente, Orlando Diniz, e do Conselho Regional. Portanto, todas as ações até aqui tomadas pelo Conselho Nacional visam tão somente preservar a boa gestão e a qualidade dos serviços prestados.

Em 68 anos de história, o Senac vem promovendo a transformação de milhares de pessoas por meio da profissionalização e capacitação nos mais diversos níveis de ensino voltados para o trabalhador brasileiro. É em respeito a todos os colaboradores dessa missão bem sucedida que a Administração Nacional do Senac segue baseada em sólidos princípios de gestão com foco na transparência e no compromisso com a sociedade.

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