Alckmin afirma que se iludiu com Bolsonaro: 'Perfil autoritário é equívoco'

"Fui ao Palácio do Planalto, quando era presidente do meu partido, e desejei sucesso", disse o ex-governador Geraldo Alckmin (SP). "[Pensei,] aquele deputado meio histriônico agora, presidente da República, irá mudar. Agora tem responsabilidade. Mas, infelizmente, a gente vê que o perfil autoritário é um grande equívoco", acrescentou

Geraldo Alckmin
Geraldo Alckmin (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)
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247 - Membro de um partido que arquitetou o golpe contra Dilma Rousseff em 2016, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin bateu duro em Jair Bolsonaro.

"Fui ao Palácio do Planalto, quando era presidente do meu partido, e desejei sucesso. [Pensei,] aquele deputado meio histriônico agora, presidente da República, irá mudar. Agora tem responsabilidade. Mas, infelizmente, a gente vê que o perfil autoritário é um grande equívoco. Hoje, se fizer uma crítica ao governo, é ameaçado. A política é civilidade, não é dessa forma", afirmou o tucano durante entrevista ao apresentador Fábio Porchat em uma live transmitida por meio do Instagram. 

O chefe do Executivo paulista criticou as declarações pró-armamentistas de Bolsonaro. "Quem tem de estar armado é o profissional. É o policial. Você não deve armar a população civil, a não ser em zona rural. (...) Não tem sentido você armar a população, como foi dito na reunião [ministerial de 22 de abril], para derrubar prefeito e governador. É inimaginável", complementou. 

Na entrevista, Alckmin também comentou as manifestações antirracismo que nos Estados Unidos, em razão da morte de George Floyd, um cidadão negro imobilizado e asfixiado por um policial branco. 

"O que houve nos Estados Unidos é estarrecedor. (...) É muito importante o respeito à pessoa humana. Nós estamos vivendo, em alguns momentos no mundo e aqui no Brasil, um retrocesso civilizatório. O que nos conforta é que a população foi à rua para dizer que isso é abominável".

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