Após Doria mandar recolher apostila, alunos ficam sem material

A decisão do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), de mandar recolher material didático por causa de suposta “apologia à ideologia de gênero” deixou alunos da rede estadual sem estudar temas como equação de primeiro grau, figuras de linguagem e revoltas no Brasil colonial. Oito disciplinas foram afetadas por causa de conteúdos que desagradavam o tucano

(Foto: Amanda Perobelli/Reuters)

247 - A decisão do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), de manda recolher um material didático por causa de uma suposta “apologia à ideologia de gênero” deixou os alunos da rede estadual sem estudar temas como equação de primeiro grau, figuras de linguagem e revoltas no Brasil colonial. O motivo é que a apostila confiscada tinha, além das três páginas que desagradaram ao tucano, outras 141, conteúdo de oito disciplinas: história, geografia, matemática, português, arte, ciências naturais e educação física.

De acordo com informações do jornal Folha de S.Paulo, professores afirmaram que muitas das crianças, em regra com 13 e 14 anos de idade, não haviam recebido até esta quarta-feira (4) explicação alguma sobre por que tiveram que entregar o material didático

O “erro inaceitável” que Doria disse ter visto na apostila para o 8º ano do ensino fundamental estava na parte de ciências, sobre orientação sexual e identidade de gênero. Em rede social, Doria escreveu que o conteúdo era uma "apologia à ideologia de gênero”.

O Ministério Público de São Paulo instaurou inquérito para apurar o caso. Na portaria, o Grupo de Atuação Especial de Educação afirma que, de acordo com a Constituição, a República Federativa do Brasil deve construir uma sociedade livre, justa e solidária sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

A Promotoria pede que sejam informados os valores pagos para edição, impressão, distribuição e armazenamento dos exemplares. 

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