Após ser demitida por se recusar a remover tranças, recepcionista negra deve ser indenizada em R$ 30 mil

Segundo a consultora de imagem da clínica onde a moça trabalhava, o penteado 'não combinaria com a imagem da empresa'

(Foto: Alex Robinson/Unsplash/Divulgação)
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247 - Uma recepcionista negra que foi demitida ao se recusar a tirar tranças que havia feito nos cabelos deverá ser indenizada em R$ 30 mil, de acordo com decisão divulgada nesta sexta-feira (20) pelo Tribunal Regional do Trabalho.

O caso aconteceu em uma clínica médica, em Nova Lima, na Grande Belo Horizonte. De acordo com a recepcionista, ao voltar de férias com as tranças, sua chefe tirou uma foto do penteado para levar a uma consultora de imagem, que verificaria a "adequação da mudança de visual", segundo o G1.

A consultora então disse à moça que o visual "não combinaria com a imagem da clínica". A recepcionista disse que não mudaria e, dias depois, foi demitida.

"A dispensa foi discriminatória, em retaliação à recusa do pedido. Na mesma ligação telefônica, a coordenadora da clínica demonstrou ter conhecimento da ajuda que a consultora prestou um tratamento capilar. Uma exposição indevida", afirmou a vítima.

"A recepcionista sempre foi valorizada e elogiada. A conversa mantida com a consultora de imagem foi em caráter privado e não houve determinação para que a reclamante alisasse os cabelos", argumentou a coordenadora da clínica.

A recepcionista e a clínica médica entraram com recursos, que serão julgados no TRT mineiro.

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