Bretas diz que confissão de Cabral é "fantasiosa" e impõe mais 33 anos de prisão ao ex-governador

Em sentença, o juiz Marcelo Bretas diz que confissão do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, é "fantasiosa" e condenou a 33 anos e três meses, pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas

247 - O juiz da Lava Jato do Rio, Marcelo Bretas, voltou a condenar o ex-governador Sérgio Cabral (MDB), desta vez a 33 anos e três meses, pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Na sentença, o juiz classificou as confissões de Cabral como "fantasiosas" e usou esse aumentar a pena. Com a decisão, Cabral tem penas que chegam a 266 anos de prisão.

"Não há que se aplicar a atenuante genérica de confissão (artigo 65, III, do Código Penal), na medida em que não foi autêntica, mas fantasiosa e inverídica a tese de que os valores recebidos se tratavam de doações para fins eleitorais, não amparada em nenhum elemento de prova", escreveu o magistrado, de acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

Cabral admitiu em depoimento que ordenava Carlos Miranda e Sérgio de Oliveira Castro "a entregarem recursos aos irmãos Chebar para custódia, corroborando o que disseram os colaboradores, apesar de afirmar que a origem de tais valores seriam "colaborações para campanhas eleitorais".

Mas para Bretas, o ex-governador "vendeu a empresários a confiança que lhe foi depositada pelos cidadãos do Estado do Rio de Janeiro, razão pela qual a sua culpabilidade, maior do que a de um corrupto qualquer, é extremamente elevada". Na ação, Cabral é acusado de receber propinas de US$ 3 milhões da Odebrecht.

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