CCR diz que Estado de SP refutou acordo com MP/SP sobre caixa 2

A CCR disse que o governo interpôs recurso, “sustentando a impossibilidade de celebração de acordo em matéria de improbidade e com a finalidade de que toda contraprestação imposta à companhia por força daquele Termo reverta exclusivamente em favor do Estado de São Paulo”; companhia pagou propina ao PSDB

(Foto: Reprodução)

247, com Reuters - A CCR divulgou nesta sexta-feira (19) que o Estado de São Paulo contestou no começo da semana a homologação do acordo celebrado entre a empresa de concessões de infraestrutura e o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP/SP), em caso envolvendo caixa 2. No final de novembro do ano passado, a CCR firmou acordo com o MP/SP comprometendo-se a pagar R$ 81,5 milhões.

Também naquele período, a campanhia fecharam acordo de leniência em que é revelado caixa 2 de pelo menos R$ 30 milhões para campanhas eleitorais de ex-governadores e deputados de São Paulo. Entre os políticos citados, estavam os ex-governadores Geraldo Alckmin e José Serra, ambos do PSDB, e o deputado estadual Campos Machado (PTB).

Em fato relevante, a CCR disse nesta sexta, 19, que o governo interpôs recurso, “sustentando a impossibilidade de celebração de acordo em matéria de improbidade e com a finalidade de que toda contraprestação imposta à companhia por força daquele Termo reverta exclusivamente em favor do Estado de São Paulo”.

O acordo chamado pelos promotores de Termo de Autocomposição veio após a própria CCR ter procurado o MP/SP em julho, depois de Adir Assad, delator na operação Lava Jato, ter dito no começo do ano que operou caixa 2 para a companhia.

A CCR disse que o acordo foi celebrado seguindo os parâmetros estipulados com o Ministério Público do Estado de São Paulo e que continuará contribuindo com as autoridades públicas.

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