Chefe da PF-MG contesta Bolsonaro e diz que ele não cobrou aprofundamento do caso Adélio

Segundo o superintendente da Polícia Federal em Minas Gerais, delegado Cairo Costa Duarte, Jair Bolsonaro, ao ser informado sobre o andamento das investigações do caso Adélio Bispo, no primeiro semestre do ano passado, não demonstrou insatisfação quanto ao aprofundamento das apurações

(Foto: ABR)
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247 - O superintendente da Polícia Federal em Minas Gerais, delegado Cairo Costa Duarte, afirmou em depoimento nesta quarta-feira 20 que Jair Bolsonaro não demonstrou insatisfação com a investigação feita pela Polícia Federal sobre o caso Adélio Bispo, autor de uma facada em Bolsonaro durante as eleições de 2018. 

O depoimento não bate com a crítica feita por Bolsonaro durante pronunciamento em abril, após a renúncia de Sergio Moro do Ministério da Justiça. Na ocasião, Bolsonaro reclamou sobre o que ele considerava ser uma falta de aprofundamento das investigações relacionadas ao caso Adélio e chegou a acusar a PF de se preocupar mais ‘com Marielle do que com seu chefe supremo’.

“Que indagado se o Presidente da República naquela ocasião se mostrou insatisfeito com as investigações do ‘caso Adélio’, respondeu que acredita não ter sido manifestada pelo presidente da República na ocasião qualquer insatisfação em relação ao aprofundamento da investigação”, apontou Duarte.

À época, o primeiro inquérito sobre o assassinato já havia sido concluído e um segundo, sobre supostos mandantes, estava sendo conduzido pela PF mineira, informa reportagem do Estado de S.Paulo sobre o depoimento do delegado. No âmbito judicial, Bolsonaro não apresentou recurso contra a sentença que considerou Adélio Bispo inimputável.

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