Coronavírus infectou 17% em favelas e em bairros pobres do Rio

Uma pesquisa feita pela Prefeitura do Rio e pelo Ibope apontou que 17% dos moradores de seis áreas pobres na capital fluminense foram infectados pelo coronavírus até o início de junho. O Executivo municipal projeta haver 30 vezes mais contaminados do que o registrado oficialmente nessas localidades

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REUTERS/Pilar Olivares (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)
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247 - Uma pesquisa feita pela Prefeitura do Rio de Janeiro e pelo Ibope apontou que 17% dos moradores de seis áreas muito populosas e em situação de vulnerabilidade na capital fluminense foram infectados pelo coronavírus até o início de junho. No total, 556 das 3.210 pessoas que fizeram os testes rápidos tiveram resultado positivo para o vírus. O Executivo municipal projeta haver 30 vezes mais contaminados do que o registrado oficialmente nessas seis áreas. Foram estimados quase 121 mil casos. Nas estatísticas oficiais há apenas 4.040 casos confirmados até o dia 22.

A porcentagem está bem acima das marcas atingidas no País, de acordo com o estudo mais abrangente que está sendo feito no Brasil, o Epicovid-19. De acordo com a segunda e mais recente fase desse levantamento, 2,8% da população de 120 cidades brasileiras pesquisadas já haviam tido contato com o coronavírus até o dia 7 de junho. No município do Rio, o número era de 7,5% de infectados. Os relatos foram publicados no jornal Folha de S.Paulo.

Os dados divulgados pelo prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) indicaram que o complexo de favelas da Cidade de Deus teve a maior incidência de infecções, com 28% dos moradores diagnosticado com a doença. 

Depois vêm as comunidades de Rio das Pedras (25%), Rocinha (23%) e Maré (19%). Depois, os bairros da zona oeste de Realengo (9%) e Campo Grande (5%), locais conhecidos por serem dominados por milícias. As seis regiões abrigam 14% da população do município.

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