Declarações racistas de Bolsonaro na Hebraica revoltam judeus

Declarações de ordem racista e fascista do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) durante palestra no clube Hebraica do Rio de Janeiro provocaram indignação e revolta de membros da comunidade judaica do estado; "Permitir sequer que estas idéias adentrem um ambiente judaico, ainda que não essencialmente religioso ou litúrgico, é um verdadeiro sacrilégio, uma profanação, uma grave ofensa ao legado humanista do judaísmo, tão sagrado e caro a nós", afirmou o médico Nelson Nisenbaum; em vídeo, a cineasta Ieda Rosenfeld criticou o fato de haver "300 judeus cegos" aplaudindo as declarações preconceituosas de Bolsonaro

Declarações de ordem racista e fascista do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) durante palestra no clube Hebraica do Rio de Janeiro provocaram indignação e revolta de membros da comunidade judaica do estado; "Permitir sequer que estas idéias adentrem um ambiente judaico, ainda que não essencialmente religioso ou litúrgico, é um verdadeiro sacrilégio, uma profanação, uma grave ofensa ao legado humanista do judaísmo, tão sagrado e caro a nós", afirmou o médico Nelson Nisenbaum; em vídeo, a cineasta Ieda Rosenfeld criticou o fato de haver "300 judeus cegos" aplaudindo as declarações preconceituosas de Bolsonaro
Declarações de ordem racista e fascista do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) durante palestra no clube Hebraica do Rio de Janeiro provocaram indignação e revolta de membros da comunidade judaica do estado; "Permitir sequer que estas idéias adentrem um ambiente judaico, ainda que não essencialmente religioso ou litúrgico, é um verdadeiro sacrilégio, uma profanação, uma grave ofensa ao legado humanista do judaísmo, tão sagrado e caro a nós", afirmou o médico Nelson Nisenbaum; em vídeo, a cineasta Ieda Rosenfeld criticou o fato de haver "300 judeus cegos" aplaudindo as declarações preconceituosas de Bolsonaro (Foto: Aquiles Lins)

Rio 247 - As declarações de ordem racista e fascista do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) durante palestra no clube Hebraica do Rio de Janeiro provocaram indignação e revolta de membros da comunidade judaica do estado. Bolsonaro disse, entre outros absurdos, que afrodescendentes de comunidades quilombolas "não servem nem para procriar" (assista aqui). 

O médico Nelson Nisenbaum disse que o evento foi uma ofensa ao legado do judaísmo. "É profundamente amargo verificar que entre nós, judeus, há tantas pessoas que não tem capacidade de perceber, entender e temer os discursos de ódio, discriminação e totalitarismo desse patético ser. Permitir sequer que estas idéias adentrem um ambiente judaico, ainda que não essencialmente religioso ou litúrgico, é um verdadeiro sacrilégio, uma profanação, uma grave ofensa ao legado humanista do judaísmo, tão sagrado e caro a nós", afirmou. 

Em vídeo publicado no Facebook, a cineasta Ieda Rosenfeld criticou o fato de haver "300 judeus cegos" aplaudindo as declarações preconceituosas de Bolsonaro. "Eu estava lá para ver se era verdade tudo que falam dele e ele é um imbecil", afirmou. "Eu fui criada na Hebraica, é o berço dos meus avós", completou. Assista acima.

Leia o relato de Nelson Nisenbaum, publicado em seu Facebook:

Ao final, a “Hebraica” do Rio de Janeiro levou a cabo o seu projeto de levar Jair Bolsonaro para palestrar em suas dependências na noite de ontem.

Aproximadamente 150 pessoas fizeram um digno protesto às portas, lembrando a clara associação das idéias de Bolsonaro ao que a humanidade produziu de pior, o nazi-fascismo.

É profundamente lamentável o nível de indigência intelectual e cultural daqueles que lá foram aplaudir esse escroque.

É profundamente amargo verificar que entre nós, judeus, há tantas pessoas que não tem capacidade de perceber, entender e temer os discursos de ódio, discriminação e totalitarismo desse patético ser.

Permitir sequer que estas idéias adentrem um ambiente judaico, ainda que não essencialmente religioso ou litúrgico, é um verdadeiro sacrilégio, uma profanação, uma grave ofensa ao legado humanista do judaísmo, tão sagrado e caro a nós.

Bolsonaro está para os judeus contemporâneos que o admiram como estava o bezerro de ouro aos pés do Monte Sinai. O mito continua válido, e bem vivo.

 

“Eu tenho 5 filhos. Foram 4 homens, a quinta eu dei uma fraquejada e veio uma mulher”

“O pessoal aí embaixo (jovens de movimentos juvenis, torturados da ditadura militar, ativistas dos direitos humanos), eu chamo de cérebro de ovo cozido. Não adianta botar a galinha, que não vai sair pinto nenhum. Não sai nada daquele pessoal.”

“Eu fui num quilombo. O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Nem pra procriador ele serve mais”.

“Alguém já viu um japonês pedindo esmola por aí? Não, porque é uma raça que tem vergonha na cara. Não é igual a essa raça que tá aí embaixo, ou como uma minoria que tá ruminando aqui do lado”

“Pedi prum assessor meu dar um pulo ali no bar, comprar um sanduíche de mortadela que eu vou jogar pela janela.”

“Se eu chegar lá não vai ter dinheiro pra ONG. Esses vagabundos vão ter que trabalhar. Pode ter certeza que se eu chegar lá (Presidência), no que depender de mim, todo mundo terá uma arma de fogo em casa, não vai ter um centímetro demarcado para reserva indígena ou para quilombola.”

“Tinhamos na presidência um energúmeno que são sabia contar até 10 porque não tinha um dedo”

“Se um idiota num debate comigo falar sobre misoginia, homofobia, racismo, baitolismo, eu não vou responder sobre isso”

“Eu não tenho nada a ver com homossexual. Se bigodudo quer dormir com careca, vai ser feliz.”

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