Delator da Lava Jato descreve ‘metrolão’ e mira vice de Doria

O delator da Lava Jato Sérgio Corrêa Brasil, que transitou por 42 anos no metrô de São Paulo, afirmou que entregou propina em espécie para representantes de Alckmin, de Serra, do deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania) e do atual vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (DEM). Em troca, facilitaria a vida de um cartel de empreiteiras

247 - O delator da Operação Lava Jato Sérgio Corrêa Brasil, que transitou por 42 anos no metrô de São Paulo, prestou um "depoimento-bomba" para o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). O delator disse ter facilitado a vida do mesmo cartel de empreiteiras que atuava na Petrobrás em troca de propina para si mesmo, pra tucanos e para a base aliada na Assembleia Legislativa de São Paulo dos Governos de Geraldo Alckmin e José Serra. O esquema descrito, se comprovado, configura uma espécie de “metrolão”, bastante parecido ao mensalão e ao petrolão.

Em cerca de seis horas de depoimento em vídeo, prestados a procuradores da república em um acordo de delação premiada, Corrêa Brasil reforçou que, enquanto era diretor e gerente do metrô, articulou o desvio de cerca de R$ 10 milhões que saíram dos lucros embolsados por empreiteiras em contratos da estatal paulista. 

Corrêa Brasil afirmou que entregou dinheiro em espécie para representantes de Alckmin, de Serra, do deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania) e do atual vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (DEM), entre 2004 e 2014. O delator diz que as entregas de dinheiro para Garcia eram feitas no escritório de Jardim. Seus relatos foram publicados no El País

A delação de Corrêa Brasil traz abala o PSDB. O Supremo Tribunal Federal havia arquivado inquérito contra Garcia, em que ele era investigado como beneficiário de pagamentos do departamento de propina da Odebrecht. Alckmin e Serra também foram delatados da Odebrecht.

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