Delator envolve OSX, de Eike Batista, na Lava Jato

O ex-gerente-geral da área Internacional da Petrobras e mais novo delator da Lava Jato, Eduardo Vaz Costa Musa, disse em depoimento à Justiça que a empresa OSX, que integra o grupo EBX, do empresário Eike batista, pagou R$ 5 milhões em propinas para participar de uma licitação internacional de navios-plataforma para a estatal em 2012; valor do contrato vencido pelo consórcio Íntegra, que também tem a Mendes Jr como sócio, era de cerca de US$ 900 milhões; Musa, porém, não informou se Eike tinha conhecimento do esquema.

O ex-gerente-geral da área Internacional da Petrobras e mais novo delator da Lava Jato, Eduardo Vaz Costa Musa, disse em depoimento à Justiça que a empresa OSX, que integra o grupo EBX, do empresário Eike batista, pagou R$ 5 milhões em propinas para participar de uma licitação internacional de navios-plataforma para a estatal em 2012; valor do contrato vencido pelo consórcio Íntegra, que também tem a Mendes Jr como sócio, era de cerca de US$ 900 milhões; Musa, porém, não informou se Eike tinha conhecimento do esquema.
O ex-gerente-geral da área Internacional da Petrobras e mais novo delator da Lava Jato, Eduardo Vaz Costa Musa, disse em depoimento à Justiça que a empresa OSX, que integra o grupo EBX, do empresário Eike batista, pagou R$ 5 milhões em propinas para participar de uma licitação internacional de navios-plataforma para a estatal em 2012; valor do contrato vencido pelo consórcio Íntegra, que também tem a Mendes Jr como sócio, era de cerca de US$ 900 milhões; Musa, porém, não informou se Eike tinha conhecimento do esquema. (Foto: Paulo Emílio)
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247 - O ex-gerente-geral da área Internacional da Petrobras e mais novo delator da Lava Jato, Eduardo Vaz Costa Musa, disse em depoimento à Justiça que a empresa OSX, que integra o grupo EBX, do empresário Eike batista, está envolvida no esquema de pagamento de propinas para participar de licitações na diretoria internacional da estatal. Musa, porém, não informou se Eike tinha conhecimento do esquema.

De acordo com o delator, em 20102 – após ele ter saído da Petrobras para trabalhar como diretor de construção da OSX -, o Consórcio Integra, formado pela OSX e pela Mendes Jr, participou da licitação para a contratação de dois navios-plataforma avaliada em cerca de US$ 900 milhões. Segundo Musa, houve pagamento de propina para obtenção do contrato.

O repasse teria sido feito a João Augusto Henriques, que é apontado de ser o lobista do PMDB que atuava no esquema investigado pela Lava Jato. Em troca, a OSX teria recebido informações privilegiadas sobre o processo licitatório. Ainda segundo Musa, o CEO da OSX, Luiz Eduardo Carneiro, tinha conhecimento do esquema e também teria participado de reuniões para tratar do assunto.

Em uma das reuniões, o diretor de Desenvolvimento de Negócios da Mendes Jr, Luiz Cláudio Machado Ribeiro teria dito que "o consórcio teria que pagar propina para o lobista João Augusto Henrique que, em troca, forneceria informações privilegiadas de dentro da Petrobras para orientar a formação da proposta técnica." Segundo o depoimento, a propina teria sido no valor de R$ 5 milhões.

A defesa de Eike informou que a OSX integrava de forma minoritária o consórcio e que a Mendes Jr era quem detinha 51% de participação, sendo a responsável pela operação, além de afirmar que Eike "jamais teve, em qualquer ocasião, ingerência sobre o contrato com a Petrobras no âmbito do consórcio Integra, nem teve qualquer papel ou ingerência a respeito de qualquer de seus fornecedores a qualquer título".

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